O risco de TEV em gestantes e puérperas pode ser avaliado por algumas ferramentas, entre elas o escore de risco do Royal College, umas das mais utilizadas, por ser de fácil acesso e utilização.2,3 

O escore é uma importante ferramenta de apoio aos médicos na avaliação de risco de TEV para gestantes e puérperas, na identificação de fatores de risco para o desenvolvimento de trombose e sinaliza ao médico as recomendações em relação à profilaxia.2,3  

A utilização da tromboprofilaxia farmacológica é importante, mas não é ausente de riscos. A heparina de baixo peso molecular, que é a medicação mais segura e indicada para a gestação e puerpério, tem risco baixo de sangramento, igual a 2%. Portanto, se o risco de trombose for maior que 2%, recomenda-se a tromboprofilaxia farmacológica. Entretanto, se o risco for menor que 2%, recomenda-se a deambulação precoce, hidratação adequada e profilaxia mecânica.

A utilização da tromboprofilaxia farmacológica deve ser realizada cautelosamente e direcionada às pacientes em risco de desenvolver tromboembolismo venoso, uma vez que tem um risco baixo de sangramento, em torno de 2%.