A Dra. Ana Thereza Rocha destaca os desafios para a avaliação de risco e implantação de métodos de profilaxia do tromboembolismo venoso (TEV). Ela enfatiza que a prevenção da doença com uma avaliação sistemática de risco é essencial,1 pois a ocorrência de TEV leva a internações mais longas, utiliza mais recursos de saúde e leva a maior chance de nova internação. 

Na pandemia de COVID-19, essa avaliação se torna ainda mais importante, uma vez que a infecção por SARS-COV-2 tem um risco inerente de eventos tromboembólicos.2 É importante notar que esse momento pode ser capitalizado positivamente, já que há maior conscientização dos profissionais de saúde para a otimização e implementação da prevenção de TEV em ambientes hospitalares.3

A implantação de protocolos de profilaxia aumenta a visibilidade da avaliação dos fatores de risco, mas demanda um trabalho continuado.3 E existem várias barreiras: escolha de escore e seu uso sistemático; resistência do corpo médico à avaliação sistemática; engajamento da equipe de enfermagem; registro metódico dos procedimentos em prontuários eletrônicos; avaliação de todas as variáveis do escore escolhido; reavaliação das variáveis ao longo do período de internação.3 

O reconhecimento das barreiras no processo pode levar à criação de estratégias para a prevenção da ocorrência de TEV.3