É importante ressaltar que pessoas de todas as idades são suscetíveis à infecção pelo vírus, mas alguns grupos têm maior potencial de desenvolver as formas graves da doença, especialmente as crianças com menos de 5 anos, gestantes, puérperas, os adultos com mais de 60 anos e indivíduos que apresentam doenças crônicas.1

Em um cenário de saturação dos serviços de saúde, como o que vivenciamos atualmente em razão da necessidade de controlar os casos e hospitalizações por COVID-19, a vacinação contra influenza pode não só reduzir o impacto das complicações respiratórias atribuídas ao vírus na população, como diminuir o número de pessoas que procurarão as unidades de saúde com sintomas semelhantes aos da COVID-19.1,2 

Infelizmente, os dados recentes de cobertura vacinal na população em geral estão muito abaixo da meta estipulada pelo Ministério da Saúde, que é de 90%.2 Neste ano de 2021, as análises apontam uma queda substancial das coberturas de influenza, quando comparadas ao mesmo período em anos anteriores.3,4 
Em relação aos grupos prioritários da campanha, a situação não é diferente: a cobertura vacinal em crianças está somente em 60%, gestantes e puérperas em 51% e 56%, respectivamente, e os trabalhadores de saúde e idosos com coberturas um pouco acima dos 40%.4  

A Campanha Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde está sendo realizada simultaneamente nos 5.570 municípios do país para os grupos prioritários, prevista até 09/07/2021.2 Nos casos em que o indivíduo não esteja contemplado na campanha pública, as vacinas quadrivalentes estão disponíveis em serviços privados de imunização.1