Vacinas combinadas têm possibilitado a simplificação da aplicação de vacinas e contribuído para redução de casos de diversas doenças, especialmente em bebês e crianças. Além disso, é importante considerar que não somente os indivíduos sendo vacinados e seus pais podem ser beneficiados por essas vacinas, mas também os profissionais de saúde envolvidos na vacinação e o sistema de saúde como um todo.

 

Um estudo conduzido nos EUA avaliou cerca de 276 visitas e mostrou que diminuir o número de aplicações com uso de vacinas combinadas pode reduzir de 15% a 58% o tempo gasto por enfermeiros com a vacinação, considerando a preparação, aplicação e tarefas administrativas.1 O uso dessas vacinas permite também uma simplificação logística, reduzindo remessas, manuseio, estoques e, consequentemente, potenciais erros de administração.2–4 Isso permite um aumento na eficiência das instituições de saúde, enquanto contribui para uma melhora do cuidado prestado.5

Fonte: Adaptado de Pellissier JM, Coplan PM, Jackson LA, May JE. The effect of additional shots on the vaccine administration process: results of a time-motion study in 2 settings. Am J Manag Care. 2000;6(9):1038-1044.

Já sob a perspectiva do sistema de saúde, os benefícios de vacinas combinadas também são evidentes, uma vez que aumentos das taxas de adesão garantem a imunização adequada. Internacionalmente, a introdução de vacinas combinadas tem contribuído para ampliação da cobertura de diversas vacinas, como a tríplice bacteriana na Bélgica;6 coqueluche e Haemophilus influenzae tipo b (Hib) na Itália;7 tríplice bacteriana e poliomielite nos EUA8  e varicela no Canadá.9 Ainda, outros estudos reportam redução no atraso vacinal em crianças com uso de vacinas combinadas,10,11 aumentando a proporção de crianças com a imunização em dia.

Adaptado de:

1. Swennen B, Lévy J. [Hexavalent combined vaccination]. Rev Med Brux. 2004;25(4):A212-8.
2. Bonanni P, Jilg W. Influence of combined vaccines on infant immunisation coverage - Recent data from Italy, Germany, and Belgium. VIRAL Hepat Prev BOARD. Published online 2002:10-13.
3. Marshall GS, Happe LE, Lunacsek OE, et al. Use of combination vaccines is associated with improved coverage rates. Pediatr Infect Dis J. 2007;26(6):496-500.

Doenças preveníveis por vacinação, se não controladas, podem acarretar um elevado impacto econômico. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA reportou que o custo de tratamento de tétano num caso identificado em 2017 em uma criança não-vacinada foi cerca de 72 vezes maior que o custo médio de uma hospitalização pediátrica no país.12 Em 2000, um surto de 91 casos de coqueluche num hospital na França resultou, além dos custos médicos, em uma perda de 42% na produtividade dos profissionais de saúde.5 Em 2008, um surto de 26 casos de coqueluche em uma escola nos EUA resultou em um custo de 52 mil dólares ao departamento de saúde e mais de 1000 horas da equipe envolvida na resolução do surto.13

Adaptado de:

1. Ministério da Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde. Boletim Epidemiológico 25. Volume 49. Junho 2018.
2. Ward A, Caro J, Bassinet L, Housset B, O’Brien JA, Guiso N. Health and Economic Consequences of an Outbreak of Pertussis Among Healthcare Workers in a Hospital in France. Infect Control Hosp Epidemiol. 2005;26(3):288-292.
3. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Local health department costs associated with response to a school-based pertussis outbreak --- Omaha, Nebraska, September-November 2008. MMWR Morb Mortal Wkly Rep. 2011;60(1):5-9.

Sabe-se que o aumento da cobertura vacinal, pela simplificação dos programas de imunização, possibilita uma redução de casos de doenças preveníveis e da severidade dessas doenças. Essa redução é essencial para diminuir o uso de recursos médicos, especialmente com hospitalizações, e aliviar a carga sobre os serviços de saúde.