Aumento da atividade intersazonal do vírus sincicial respiratório (RSV) na região sul dos Estados Unidos1


Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) estão emitindo o comunicado de saúde para notificar os médicos e cuidadores sobre o aumento da atividade intersazonal do vírus sincicial respiratório (RSV) na região sul dos Estados Unidos. 

Devido ao aumento dessa atividade, o CDC incentiva testagem amplificada para RSV entre pacientes que apresentam doença respiratória aguda com teste negativo para SARS-CoV-2, o vírus que causa COVID-19. O RSV pode estar associado a doenças graves em bebês e idosos. 

Esse comunicado de saúde também serve como um lembrete para os profissionais de saúde, cuidadores na pediatria e funcionários de instituições de longa permanência para evitar comparecer ao trabalho enquanto estiverem com sintomas agudos de doença – mesmo que tenham testado negativo para SARS-CoV-2.

Cobertura vacinal de influenza em idosos e adultos de alto risco: caracterização dos fatores associados2


Avaliar a prevalência e os fatores associados à não vacinação contra influenza em grupos de risco. O método do estudo foi transversal, de base populacional, realizado na cidade de Rio Grande (RS). O desfecho foi definido como pertencer aos grupos de risco e não ter se vacinado nos últimos 12 meses. 

Foram analisadas variáveis demográficas, socioeconômicas, comportamentais e de acesso a serviços de saúde. Participaram 680 indivíduos. A prevalência foi de 46,0% (IC95%: 41,8-50,3), variando de 27,9% (idosos) a 81,8% (gestantes). Adultos jovens, solteiros, de nível econômico intermediário, tabagistas, com sintomas depressivos, que não praticavam atividade física e não consultaram um médico no último ano tiveram maior prevalência de não vacinação. 

Evidenciou-se que metade da amostra não foi vacinada no período. Pela semelhança da síndrome gripal com a doença pelo coronavírus 2019 (COVID-19), aumentar a vacinação minimizaria a mortalidade e a utilização de leitos hospitalares devido à influenza, otimizando a resposta da capacidade hospitalar.

Lições do programa de vacinação comunitária para controlar o surto de doença meningocócica pelo sorogrupo W na região sul da Austrália, em 20173


De dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, dois casos de doença meningocócica invasiva e um caso de conjuntivite meningocócica, todos pelo sorogrupo W, ocorreram em crianças aborígines na região de Ceduna, no sul da Austrália. 

O agrupamento dos casos em tempo e localização atingiu o limite para um surto de comunidade. Como parte da resposta ao surto, o programa comunitário de vacinação meningocócica contra os sorogrupos A, C, W e Y foi implementado em uma colaboração entre diferentes agências do sul da Austrália para a saúde e o bem-estar, saúde aborígine, prestadores de serviços comunitários locais e agências governamentais. 

O programa compreendeu um esquema de vacinação de bloqueio de surto, dirigido a todos os indivíduos com idade entre 3 e 2 meses, residentes no local dos casos ou em cidades próximas. Entre março e junho de 2017, 3.383 pessoas foram vacinadas, alcançando uma cobertura estimada de 71–85% da população-alvo, com 31% (n=1.034) dos vacinados identificados como aborígene ou da região do estreito de Torres. 

Nenhum caso de doença pelo sorogrupo W ocorreu no local do surto durante o programa de vacinação, mas dois outros casos foram notificados no final de 2018. A participação de muitos parceiros externos e de outros setores que não da saúde no planejamento e implementação do programa, com uma estrutura de gerenciamento de resposta claro e alta aceitação da comunidade foram identificados como fatores-chave que contribuíram para o programa alcançar alta cobertura vacinal. A necessidade de desenvolver procedimentos operacionais padrão para intervenções de resposta a surtos em comunidades e aliviar os desafios de logística foi considerada uma importante lição aprendida.