O CEC de pele é o segundo tipo mais comum de câncer de pele e é responsável pela maioria das mortes por câncer de pele não melanoma. O CBC é o tipo de câncer de pele mais comum, e surge da proliferação anormal de células basais.

Os casos são subestimados no mundo inteiro3 e ainda não há uma concordância entre os vários sistemas de estratificação de risco para se definir claramente a doença avançada.4 

No tratamento desses pacientes, entretanto, a maioria das terapias sistêmicas ainda leva a valores muito baixos tanto para a sobrevida, quanto para a sobrevida livre de progressão da doença.5 

Como o carcinoma espinocelular é um tumor consideravelmente imunogênico, que apresenta carga mutacional elevada e com alta expressão de PD-L1 nos casos de alto risco,7 o uso do cemiplimabe, um inibidor de PD-L1, é bastante aplicável no tratamento desse tipo de neoplasia.8

Em setembro de 2018, o Cemiplimabe foi aprovado pelo Food and Drug Administration (FDA)9 no tratamento do carcinoma espinocelular avançado em pacientes não candidatos a cirurgia ou a radioterapia curativa, com base nos dados de estudos de fase 1 e 2 que demonstraram indução de resposta em cerca 50% dos pacientes e duração de resposta maior que 6 meses.8 

Em 2019, a ANVISA também aprovou o cemiplimabe para pacientes com carcinoma cutâneo de células escamosas metastático ou localmente avançado não candidatos a cirurgia ou a radioterapia curativa.10,11 

Com base nesses dados, são apresentados e discutidos alguns casos de carcinoma espinocelular localmente avançados e o sucesso do tratamento com cemiplimabe nesses pacientes. 

No início de 2021, o cemiplimabe também foi aprovado pelo FDA12 e ANVISA11 para o tratamento de segunda linha de carcinomas basocelulares localmente avançados13 e metastáticos14 para pacientes previamente tratados com inibidor da via Hedgehog ou para os quais essa terapia não é adequada.

Apresenta-se, então, um caso de carcinoma basocelular metastático que não mais respondia ao tratamento com os inibidores da via Hedgehog e foi tratado com cemiplimabe, apresentando resposta parcial. Assista ao vídeo sobre o caso clínico do Dr. Rogério Izar e saiba mais.