Aproximadamente 10% dos pacientes com SMM possuem fatores de alto risco e um risco maior que 80% de progressão em 2 anos, e nesses casos é recomendado oferecer tratamento aos pacientes.3 O tratamento precoce da SMM pode atrasar a progressão e prevenir o desenvolvimento de danos aos órgãos-alvo associados ao MM.3 Atualmente, não há terapias aprovadas para SMM, o que representa uma necessidade médica não atendida.

Apesar dos avanços nos tratamentos disponíveis, o MM permanece incurável uma vez que o curso da doença é marcado por recaídas sucessivas.4,5 Ao longo das contínuas linhas de tratamento, a duração e a profundidade de resposta vão se tornando cada vez mais curtas, o que deixa claro a grande necessidade não atendida de novos tratamentos em RRMM.6,7 Além disso, esquemas de tratamento contínuos favorecem que os pacientes se tornem refratários, especialmente aos atuais IMiDs e IPs, limitando futuras opções de terapia.8,9 Dessa forma, novos agentes, ativos em pacientes com RRMM, precisam estar disponíveis para que os médicos possam tratar pacientes a longo prazo e sequenciar regimes de forma adequada.

Acredita-se que a presença de doença residual mínima (DRM) contribua para o curso recidivante do MM, considerando que muitos pacientes sofrem recidivas da doença, apesar de atingirem resposta completa ao tratamento.10,11 Técnicas, como citometria de fluxo e NGS, estão se tornando cada vez mais sensíveis, permitindo uma melhor detecção de DRM.10 Estudos têm mostrado que os pacientes que atingem o status negativo para DRM têm melhores resultados, em termos de sobrevida livre de progressão e sobrevida global, em relação aos que não atingem esse status.11 Pacientes com citogenética de alto risco também apresentam desfechos piores quando comparados aos pacientes com citogenética de risco padrão.12,13 A hibridização in situ por florescência (FISH) é o método padrão para a detecção de citogenética de alto risco. Agentes terapêuticos de mais nova geração, utilizados no tratamento do MM têm contribuído para reduzir a disparidade, em termos de benefício clínico, observada em pacientes de risco padrão e de alto risco.13 Entretanto, ainda há a necessidade de outras opções terapêuticas para esse subconjunto de pacientes com MM e citogenética de alto risco.13,14,15

Pacientes idosos e frágeis têm características desafiadoras que podem impactar no tratamento, culminando em resultados piores em comparação aos pacientes mais jovens e mais saudáveis.16,17,18 Uma avaliação geriátrica e um escore de fragilidade podem predizer toxicidade e sobrevida em pacientes idosos/frágeis com MM.18 O IMWG recomenda o uso dessa ferramenta durante a avaliação clínica para auxiliar na escolha do tratamento e equilibrar toxicidade versus qualidade de vida e sobrevivência.18 As opções de tratamento para pacientes idosos/frágeis podem ser reduzidas devido à toxicidade e há uma necessidade de novas terapias menos tóxicas e que sejam facilmente administradas.16 O comprometimento renal é uma complicação comum do MM e é uma característica definidora dos critérios CRAB usados para o diagnóstico.19,20 Entre 20 e 50% dos pacientes com MM têm insuficiência renal.19 O comprometimento renal afeta adversamente a sobrevivência, e a profundidade do comprometimento renal, ao diagnóstico, é preditiva de mau prognóstico.21 A sobrevida entre pacientes com insuficiência renal permanece menor do que em pacientes sem insuficiência renal, destacando uma necessidade não atendida de poucas opções de tratamento para esses pacientes.19

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