A prevalência do hipotireoidismo varia de 51 a 12% na população.2 Como seus sinais e sintomas são inespecíficos, a dosagem hormonal é essencial para o estabelecimento do diagnóstico.

Tanto o hipotireoidismo subclínico quanto o hipotireoidismo clínico têm impactos na qualidade de vida e na morbimortalidade devendo, portanto, ser tratados.4,5 

O rastreamento dos pacientes é bastante importante e é recomendado em pacientes com sintomas clínicos, síndrome de Down e de Turner, histórico familiar de doença tireoidiana, diabetes mellitus tipo I e doenças autoimunes, entre outros.6 

O rastreamento é recomendado na triagem neonatal, nas gestantes, em mulheres acima de 35 anos a cada 5 anos e anualmente em mulheres pós-menopausa.

O hipotireoidismo congênito é a maior causa evitável de retardo mental7 e, sem a triagem neonatal, apenas 35% de todos os casos são detectados antes de 3 meses de idade,8 período crucial no desenvolvimento do sistema nervoso central.7,8 

Embora não haja evidências para se determinar o rastreamento universal,9 o rastreamento em gestantes é recomendado pelos efeitos benéficos do tratamento com levotiroxina sobre o hipotireoidismo não diagnosticado.10