Paciente do sexo masculino, 55 anos de idade, foi encaminhado ao cardiologista com indicação para controle do colesterol. O paciente era diabético, dislipidêmico, tinha histórico familiar de doença arterial coronariana, estava acima do peso ideal e apresentava hemoglobina glicada de 7,7%, LDL colesterol 73 mg/dL e microalbuminúria. De acordo com esses dados, o paciente foi considerado de muito alto risco cardiovascular. Ele foi orientado para modificação de estilo de vida e controle nutricional.1,2 

Em termos medicamentosos, associou-se a empagliflozina para se atingir uma meta de hemoglobina glicada menor de 7%. Também foi feita a troca da atorvastatina para associação de rosuvastatina + ezetimiba 40 mg/10 mg para se atingir uma meta de LDL-c <50 mg/dL. Nas principais diretrizes, a meta para os pacientes de muito alto risco é uma redução de 50% no valor basal.1,2 

Na Diretriz da Sociedade Europeia de Cardiologia, essa meta é inferior a 55 mg/dL1 e na Diretriz Brasileira, 50 mg/dL.2 A fim de alcançar essa meta, as diretrizes recomendam o uso de uma estatina de alta potência na dose máxima tolerada.1,2 Caso a meta não seja atingida, deve-se fazer a associação com a ezetimiba,1,2 que, além do efeito hipolipemiante, reduz a ocorrência de eventos cardiovasculares em pacientes diabéticos.

No retorno, após 5 meses, o paciente tinha atingido as metas de hemoglobina glicada (6,9%) e LDL colesterol (49 mg/dL).