Embora haja diversas opções de fármacos para o tratamento da hiperglicemia, oferecendo uma variedade de opções para se customizar o tratamento,2-4 essa variedade, dificulta a escolha da melhor opção para cada paciente.2-4


O Guia Luso-brasileiro recomenda que, em pacientes com DM2 não controlado e hemoglobina glicada (HbA1c) maior ou igual a 9%, a terapia dupla seja iniciada.3


Alguns estudos analisaram em maior profundidade a terapia combinada com insulina e um agonista do GLP-1,5-8 chegando a conclusões importantes.

  • Uma minoria dos indivíduos com HbA1c acima de 9% vão atingir a meta de HbA1c de 7% apenas com insulina basal ou agonista do GLP-1;5-6
  • Soliquaâ, a combinação fixa de insulina glargina 100 U/mL e lixisenatida, foi mais eficaz e resultou em menos eventos adversos gastrointestinais do que tratamento sequencial;7
  • Um maior número de pacientes atingiu HbA1c menor que 7% no grupo terapia combinada;8
  • Soliquaâ, a combinação fixa de insulina glargina 100 U/mL e lixisenatida, também demonstrou melhor eficácia do que a terapia sequencial em um intervalo superior a 90 dias.8

Soliquaâ (insulina glargina 100 U/mL + lixisenatida)


Informações resumidas do produto


Soliqua (insulina glargina 100 U/mL+ lixisenatida) INDICAÇÕES: Soliqua é indicado como um adjuvante de dieta e exercício para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou ou combinados com um agonista do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1), ou insulina basal utilizada isoladamente. CONTRAINDICAÇÕES: SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: SOLIQUA não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A transferência do agonista do receptor de GLP-1 não foi estudada. SOLIQUA não foi estudado em combinação com inibidores DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e inibidores SGLT2. Pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica fatal e não fatal ou pancreatite necrotizante, foram relatadas em doentes tratados com agonistas do receptor GLP-1, após a comercialização. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave a persistente. Se houver suspeita de pancreatite, SOLIQUA deve ser descontinuado. Caso haja confirmação de pancreatite aguda, o tratamento com SOLIQUA não deve ser reiniciado. Use com cautela em pacientes com histórico de pancreatite. Os pacientes devem realizar rotação contínua do local da injeção para reduzir o risco de desenvolver lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada. SOLIQUA não é recomendado para pacientes com doença gastrintestinal grave, incluindo gastroparesia grave. Gravidez e lactação: Não há dados clínicos sobre grávidas expostas a partir de estudos clínicos controlados com uso de SOLIQUA, insulina glargina 100U/mL e lixisenatida. Categoria de risco na gravidez: C. Lactação: Não é conhecido se SOLIQUA é excretado no leite humano. Devido à falta de experiência, SOLIQUA não deve ser administrado durante a amamentação.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Não existe experiência terapêutica com uso de lixisenatida em pacientes com insuficiência renal grave ou doença renal terminal, não é recomendado o uso de lixisenatida nestas populações.


INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: SOLIQUA deve ser usado com cautela em pacientes recebendo medicamentos orais que necessitem de uma rápida absorção gastrintestinal. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de SOLIQUA e particularmente monitorização cuidadosa. Os seguintes exemplos são substâncias que podem aumentar o efeito redutor de glicose no sangue e a suscetibilidade à hipoglicemia:

Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da ECA, salicilatos, disopiramida; fibratos; fluoxetina, inibidores da MAO; pentoxifilina; propoxifeno; antibióticos sulfonamídicos. Os seguintes exemplos são substâncias que podem reduzir o efeito redutor de glicose no sangue:

corticosteroides; danazol; diazóxido; diuréticos; agentes simpaticomiméticos (tais como a epinefrina, salbutamol, terbutalina); glucagon; isoniazida; derivados de fenotiazina; somatropina; hormônios da tireoide; estrógenos, progestágenos (por exemplo em contraceptivos orais), os inibidores da protease e medicamentos antipsicóticos atípicos (por exemplo, olanzapina e clozapina). Betabloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool podem potencializar ou enfraquecer a ação hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, a qual pode por vezes ser seguida por hiperglicemia. Sob a influência de medicamentos simpaticolíticos, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes. A lixisenatida é um peptídeo e não é metabolizada pelo citocromo P450. Em estudos in vitro, a lixisenatida não afetou a atividade de isoenzimas do citocromo P450 ou transportadores humanos testados.

Reações adversas: Hipoglicemia: As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com SOLIQUA foram hipoglicemia (≥ 10%) e reações adversas gastrintestinais (≥ 1 e < 10%). Ataques hipoglicêmicos graves, especialmente quando recorrentes, podem levar a danos neurológicos. O efeito prolongado da insulina glargina subcutânea pode retardar a recuperação de uma hipoglicemia. Episódios de hipoglicemia prolongados ou graves podem ser fatais. Reações adversas gastrintestinais (náuseas, vômito e diarreia) foram frequentemente relatadas como reações adversas durante o período de tratamento. Em pacientes tratados com SOLIQUA, a incidência de relatos de náusea, diarreia e vômito foi de 8,4%, 2,2% e 2,2%, respectivamente. Reações adversas gastrintestinais foram em sua maioria leves e de natureza transitória. Pacientes utilizando atorvastatina devem ser aconselhados a tomar a atorvastatina, pelo menos, 1 hora antes ou 11 horas após a administração de SOLIQUA.

Posologia e modo de usar: SOLIQUA é titulável e está disponível em duas canetas, oferecendo diferentes opções de dosagem. A diferenciação entre as concentrações das canetas baseia-se na variação de doses de cada caneta SOLIQUA deve ser administrado por via subcutânea uma vez ao dia dentro de 1 hora antes de qualquer refeição. É preferível que a injeção prandial de SOLIQUA seja aplicada antes da mesma refeição todos os dias, quando a refeição mais conveniente for escolhida. Se uma dose de SOLIQUA for perdida, esta deve ser injetada dentro de uma hora antes da próxima refeição. USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS 1.8326.0393 - IB250920B. Para maiores informações antes de sua prescrição, favor ler a bula completa do produto. "A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.” Data da última revisão: 12/04/2021