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Quais as semelhanças entre COVID e gripe?


A COVID-19 é causada pelo SARS-COV-2, um vírus novo que passou a causar quadro clínico de sintomas respiratórios e outros pouco característicos de outras viroses respiratórias, como perda de olfato, paladar, diarreia, fenômenos trombóticos, além de frequente pneumonia viral, determinando, em alguns casos, hospitalização e óbito.1 Já a gripe causada pelo vírus influenza (cepas A e B), com muita frequência, é uma doença de início súbito, com febre elevada por 2-3 dias, dores de cabeça, musculares e nas juntas, tosse incialmente seca e posteriormente com expectoração que pode persistir por mais de uma semana.2,3 Em alguns pacientes, principalmente da primeira infância, é frequente a ocorrência de otite ou outra complicação bacteriana, como sinusite e pneumonia, e para ambas as doenças, a solução de enfrentamento é a prevenção com vacinação em massa.3,4,5

Mesmo com a campanha pública de vacinação, o controle da gripe continua desafiador. O impacto da gripe pode ser evidenciado com 3 a 5 milhões de casos graves por ano e um número de óbitos expressivo, variando de 290.000 a 650.000 mortes por ano no mundo.2,6 Além disso, quando avaliamos a população pediátrica, torna-se expressivo o impacto da doença em crianças abaixo de 5 anos, com aproximadamente 1 milhão de hospitalizações, cerca de 1/3 dessas para crianças abaixo de 1 ano de idade.2,6

De fato, é justificável a priorização da vacinação de COVID-19, visto que apresenta uma letalidade maior para todas as faixas etárias, bem como para os pacientes de risco.7 Porém pacientes mais jovens, sem fator de risco, como crianças e adolescentes, têm menor chance de quadros sintomáticos e de agravamento por infecção pelo SARS-CoV-2.1 Por outro lado, a influenza, cepas A e B, é frequentemente sintomática em crianças e adolescentes, constituindo o grupo de maior taxa de hospitalização, grande responsável pela dispersão do vírus influenza na população, em decorrência de sua alta taxa de infecção e período de transmissão mais longo que os outros grupos.3,4

Devo me vacinar contra gripe e contra COVID-19?


A vacinação contra ambas é importante. Vacinar contra COVID-19 significa diminuir as hospitalizações para efeitos imediatos. Da mesma forma, a vacinação contra gripe é o meio de prevenir problemas de saúde e prejuízos econômicos e sociais bem definidos.3,8,9,13

Vale ressaltar que as vacinas contra influenza e COVID-19 devem ser aplicadas com intervalo de 14 dias, ou seja, independente de qual seja a primeira, é preciso esperar duas semanas para tomar a outra,7 também é importante consultar um médico para maiores informações.

Entretanto, a população pediátrica carece de recomendações para a vacinação contra a COVID-19.7 Além de serem consideradas potenciais transmissoras, estudos mostram que crianças menores de 5 anos apresentam maior risco de complicações em decorrência da gripe do que da COVID-19.1,5,10

Mesmo com pouca circulação do vírus da gripe, devo me vacinar?


Uma das melhores formas de prevenção contra o vírus da gripe é a vacinação.3,11 De fato, as medidas de distanciamento em decorrência da pandemia de COVID-19 colaboraram para uma baixa circulação viral no ano de 2020.8

Entretanto, num contexto de retomada das atividades,12 a adesão da vacinação contra a gripe se torna ainda mais importante.6
 

Qual a importância de obter uma proteção ampliada?


Em 2020, observamos uma menor circulação viral e, consequentemente, um menor número de hospitalizações por contaminação pelo vírus da gripe, o que possivelmente gerou uma falsa sensação de segurança.8 Mas em um contexto de retorno às aulas, pode-se esperar um aumento expressivo do número de casos de gripe, já que a cobertura vacinal está bastante baixa, bem distante da meta do plano nacional de imunização.11,13

Tendo em vista a baixa cobertura vacinal de gripe da campanha de 2021 e a recente onda de disseminação de fake news sobre os mais diversos assuntos, faz-se necessária uma reflexão para os anos seguintes14,15 e a busca de uma maior disseminação e suporte da campanha nos meios de comunicação em geral. Hoje, existem várias vacinas contra a gripe que podem oferecer uma proteção ampliada para a população-alvo.18,21

Uma dessas vacinas já está disponível no mercado privado. É importante destacar que a vacina contra a gripe tem sua evolução desenhada de acordo com a identificação de diferentes cepas de influenza com impacto na saúde. As vacinas contra influenza quadrivalentes (QIV) foram projetadas para fornecer proteção mais ampla contra a influenza B circulante. Em algumas temporadas, o vírus B contido nas vacinas trivalentes não é uma combinação ideal para o vírus B circulante predominante.21

Atualmente, vemos uma reabertura coordenada de comércios, escolas e creches.12 Nesse contexto, aumentar a cobertura vacinal contra a gripe e obter uma proteção ampliada ganha ainda mais relevância. Por fim, mas não menos importante, vale lembrar que as crianças são as principais disseminadoras do vírus da gripe e as mais impactadas por ele.3 Posto isso, a vacina quadrivalente é muito importante para essa população, evitando quadros mais graves da doença e possíveis hospitalizações e óbitos.9

Como está a vacinação contra gripe e COVID-19 no Brasil?


Até a metade de julho de 2021, a cobertura vacinal da gripe para grupos prioritários estava na média de 60 a 65%,18 números abaixo da meta de 90%.11 Já para a COVID-19, a população vacinada com a primeira dose ultrapassou os 40% (42,61% até dia 14/07/2021), com pouco mais de 15% (15,31% até a mesma data) completamente imunizados.19 
As expectativas para o próximo ano são preocupantes uma vez que a cocirculação de gripe e COVID-19 ameaçam uma sobrecarga do sistema de saúde1,4,8,20 e a única solução para neutralizar essa ameaça é a vacinação para ambas as doenças.7,11