A imobilidade é um dos principais fatores de risco para o tromboembolismo venoso (TEV),1 e o risco de TEV é proporcional ao nível e ao tempo de restrição do paciente, podendo aumentar de 1,7 a 5,6 vezes, quando comparado a pacientes com mobilidade normal.1 

Segundo a Diretriz Brasileira de Prevenção do TEV em pacientes clínicos, indivíduos hospitalizados com 40 anos de idade ou mais, mobilidade reduzida e pelo menos um fator de risco adicional para TEV devem receber quimioprofilaxia por 6 a 14 dias, desde que não haja contraindicações.2 

O status da deambulação frequentemente é utilizado como critério para descontinuação da profilaxia mesmo nos pacientes que mantêm fatores de risco após a alta,3 e menos de 2% deles continuam a receber profilaxia após deixarem o hospital.

Estudos sustentam o uso de profilaxia farmacológica em pacientes clínicos hospitalizados,5-7 sendo que pacientes clínicos com imobilidade inicial que passam a deambular também apresentam risco de TEV, mas esse foi reduzido com o uso de enoxaparina 40 mg/dia.3 

A deambulação, sem dúvida, contribui para a redução do risco de TEV, mas é necessário avaliar individualmente a continuidade da profilaxia na alta de pacientes clínicos com alto risco de TEV,4 pois mesmo nos pacientes que deambulam, o risco de eventos é significativamente reduzido com a utilização da profilaxia farmacológica.3