O paciente cirúrgico tem duas vezes mais chances de tromboembolismo venoso (TEV) e três vezes mais chances de tromboembolismo pulmonar fatal,1 com alguns fatores de risco identificados: TEV prévio, tempo de anestesia superior a duas horas, imobilidade superior a 4 dias, tumor avançado e idade acima de 60 anos.2


Para a profilaxia do TEV em pacientes com câncer, a 9ª edição das Diretrizes do American College of Chest Physicians3 recomenda a aplicação do escore de Caprini para estratificação de risco, com profilaxia farmacológica indicada para pacientes com escore de Caprini >5; administração da profilaxia por 7 a 10 dias ou enquanto durar a restrição de mobilidade e extensão da profilaxia para 4 semanas nas cirurgias abdominais e pélvicas.3


Segundo a atualização de prática clínica da ASCO,4 na ausência de contraindicações, a tromboprofilaxia com heparina não fracionada (HNF) ou heparina de baixo peso molecular (HBPM) é indicada para todos os pacientes submetidos a intervenções cirúrgicas maiores por doença, devendo ser iniciada no período pré-operatório; a profilaxia mecânica pode ser associada à farmacológica, mas não deve ser utilizada isoladamente, a menos que haja sangramento ativo ou alto risco de sangramento; a tromboprofilaxia para pacientes submetidos a cirurgia por câncer deve ser indicada por 7 a 10 dias; a extensão da profilaxia com HBPM por até 28 dias é recomendada para pacientes submetidos à cirurgia abdominal e pélvica maior, aberta ou por videolaparoscopia, que possuam fatores de risco determinantes (mobilidade reduzida, obesidade, história pessoal e/ou familiar de TEV).4