O câncer de pulmão é o segundo tumor mais incidente e o que mais mata no mundo. São três os principais fatores que o levam a ocupar essa posição:
  • Idade: o câncer de pulmão acomete, predominantemente, pessoas idosas, acima de 65 anos.
  • Comorbidades: além da idade avançada, frequentemente os portadores possuem problemas secundários, como doenças cardíacas, renais e cerebrais, o que compromete a sobrevida.
  • Diagnóstico tardio: esse tumor é assintomático durante boa parte do processo de desenvolvimento. Quando o paciente começa a ter os primeiros sintomas, como tosse, raias de sangue no catarro, emagrecimento, dor torácica e rouquidão, a enfermidade normalmente já está avançada.
"Aproximadamente 70% dos pacientes recebem o diagnóstico quando já têm doença metastática ou, no mínimo, linfonodos regionais acometidos. Isso inviabiliza um tratamento curativo com cirurgia, por exemplo", destaca Dr. Pedro De Marchi, oncologista clínico do grupo Oncoclínicas, no Rio de Janeiro.

O especialista conta que, no cenário de enfermidade avançada em tabagistas, a única terapia disponível no passado era a quimioterapia. Com os avanços da imunoterapia, ocorreu uma revolução no tratamento desse tumor.

"Ainda lidamos com uma doença incurável, mas agora conseguimos prolongar a sobrevida, principalmente de quem apresenta expressão de PD-L1, que são os que mais se beneficiam de imunoterapia. Hoje, tratamos o câncer de pulmão como um problema crônico, no qual sequenciamos vários tratamentos e prolongamos a vida do portador com uma sobrevida de qualidade", conclui.

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