Insulinização basal


Segundo o Posicionamento da Sociedade Brasileira de Diabetes para o Tratamento da Hiperglicemia no diabetes mellitus tipo 2 (DM2), a terapia baseada em insulina deverá ser considerada em pacientes que usam dois ou mais antidiabéticos orais (ADOs) de diferentes classes e que estejam com hemoglobina glicada (HbA1c) acima de 9,0%.1

Quando a escolha é a insulina isolada, nem sempre os pacientes alcançam a meta glicêmica desejada,2 seja por falta de adesão, seja por falha na titulação da dose, seja por receio de hipoglicemia e ganho de peso.2,3

Quando o uso de insulina basal não for suficiente para alcançar o controle glicêmico global, haverá a necessidade de realizar a intensificação do tratamento.4

Geralmente, existem duas estratégias terapêuticas a ser colocadas em prática:4
1. Adicionar insulina prandial, seja no esquema basal-plus, seja no esquema basal-bolus;
2. Adicionar um agonista do receptor de peptídeo-1 semelhante ao glucagon (AR-GLP-1).

A combinação de uma insulina basal com um AR-GLP-1 se apresenta como estratégia terapêutica importante tanto para alcançar o controle glicêmico global quanto para minimizar os eventos adversos da insulina.5-8 (Figura 1)
Conforme recomendações do Consenso de 2018 para o Manejo da Hiperglicemia no DM2, para aqueles pacientes que fazem uso de dois ou três ADOs e estão fora do controle glicêmico, a recomendação prioritária é a introdução da combinação de insulina basal com AR-GLP-1, se a HbA1c for >10% e/ou estiver 2% acima da meta desejada, com o objetivo de evitar a inércia terapêutica.9

Soliqua® e LixiLan-L


Soliqua® é uma combinação de proporção fixa de um análogo de insulina basal, a glargina U-100 (iGlar), com um AR-GLP-1, a lixisenatida (Lixi), que oferece todos os benefícios clínicos e laboratoriais da associação desses dois medicamentos por meio de uma abordagem prática, sem complexidade, e em uma única aplicação por dia.10

LixiLan-L é um estudo realizado para avaliar a eficácia e a segurança da combinação iGlarLixi (Soliqua®) versus iGlar 100 U/mL em 736 pacientes com DM2 inadequadamente controlados com insulina basal.11

Após 30 semanas de estudo, o grupo Soliqua® apresentou alteração significativamente maior dos níveis de HbA1c, em comparação ao grupo iGlar, atingindo níveis finais de HbA1c de 6,9% versus 7,5%.11 (Figura 2)
A porcentagem de pacientes com Soliqua® que atingiram níveis de HbA1c <7,0% após 30 semanas foi de 55% versus 30%, em comparação a iGlar (p<0,0001). Em relação aos níveis de HbA1c <6,5%, as proporções foram de 34% versus 14% respectivamente (p<0,0001).11 (Figura 3)
Além disso, o peso corporal médio diminuiu 0,7 kg com Soliqua® e aumentou 0,7 kg com iGlar.11 A incidência de hipoglicemia sintomática foi similar entre os grupos de Soliqua® e iGlar.11

Dessa maneira, os resultados do LixiLan-L apoiam a estratégia de usar uma combinação titulável de proporção fixa de insulina basal e de AR-GLP-1 na mesma formulação para simplificar e intensificar, de forma mais eficaz e segura, o tratamento com insulina basal nessa complexa população de pacientes com DM2.11

Soliqua


(insulina glargina 100 U/mL + lixisenatida)

Informações resumidas do produto


Soliqua (insulina glargina 100 U/mL+ lixisenatida) INDICAÇÕES: Soliqua é indicado como um adjuvante de dieta e exercício para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou combinados com um agonista do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1), ou insulina basal utilizada isoladamente. CONTRAINDICAÇÕES: SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: SOLIQUA não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A transferência do agonista do receptor de GLP-1 não foi estudada. SOLIQUA não foi estudado em combinação com inibidores DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e inibidores SGLT2. Pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica fatal e não fatal ou pancreatite necrotizante, foram relatadas em doentes tratados com agonistas do receptor GLP-1, após a comercialização. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave a persistente. Se houver suspeita de pancreatite, SOLIQUA deve ser descontinuado. Caso haja confirmação de pancreatite aguda, o tratamento com SOLIQUA não deve ser reiniciado. Use com cautela em pacientes com histórico de pancreatite. Os pacientes devem realizar rotação contínua do local da injeção para reduzir o risco de desenvolver lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada. SOLIQUA não é recomendado para pacientes com doença gastrintestinal grave, incluindo gastroparesia grave. Gravidez e lactação: Não há dados clínicos sobre grávidas expostas a partir de estudos clínicos controlados com uso de SOLIQUA, insulina glargina 100U/mL e lixisenatida. Categoria de risco na gravidez: C. Lactação: Não é conhecido se SOLIQUA é excretado no leite humano. Devido à falta de experiência, SOLIQUA não deve ser administrado durante a amamentação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Não existe experiência terapêutica com uso de lixisenatida em pacientes com insuficiência renal grave ou doença renal terminal, não é recomendado o uso de lixisenatida nestas populações.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: SOLIQUA deve ser usado com cautela em pacientes recebendo medicamentos orais que necessitem de uma rápida absorção gastrintestinal. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de SOLIQUA e particularmente monitorização cuidadosa. Os seguintes exemplos são substâncias que podem aumentar o efeito redutor de glicose no sangue e a suscetibilidade à hipoglicemia:
Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da ECA, salicilatos, disopiramida; fibratos; fluoxetina, inibidores da MAO; pentoxifilina; propoxifeno; antibióticos sulfonamídicos. Os seguintes exemplos são substâncias que podem reduzir o efeito redutor de glicose no sangue:
corticosteroides; danazol; diazóxido; diuréticos; agentes simpaticomiméticos (tais como a epinefrina, salbutamol, terbutalina); glucagon; isoniazida; derivados de fenotiazina; somatropina; hormônios da tireoide; estrógenos, progestágenos (por exemplo em contraceptivos orais), os inibidores da protease e medicamentos antipsicóticos atípicos (por exemplo, olanzapina e clozapina). Betabloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool podem potencializar ou enfraquecer a ação hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, a qual pode por vezes ser seguida por hiperglicemia. Sob a influência de medicamentos simpaticolíticos, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes. A lixisenatida é um peptídeo e não é metabolizada pelo citocromo P450. Em estudos in vitro, a lixisenatida não afetou a atividade de isoenzimas do citocromo P450 ou transportadores humanos testados.
Reações adversas: Hipoglicemia: As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com SOLIQUA foram hipoglicemia (≥ 10%) e reações adversas gastrintestinais (≥ 1 e < 10%). Ataques hipoglicêmicos graves, especialmente quando recorrentes, podem levar a danos neurológicos. O efeito prolongado da insulina glargina subcutânea pode retardar a recuperação de uma hipoglicemia. Episódios de hipoglicemia prolongados ou graves podem ser fatais. Reações adversas gastrintestinais (náuseas, vômito e diarreia) foram frequentemente relatadas como reações adversas durante o período de tratamento. Em pacientes tratados com SOLIQUA, a incidência de relatos de náusea, diarreia e vômito foi de 8,4%, 2,2% e 2,2%, respectivamente. Reações adversas gastrintestinais foram em sua maioria leves e de natureza transitória. Pacientes utilizando atorvastatina devem ser aconselhados a tomar a atorvastatina, pelo menos, 1 hora antes ou 11 horas após a administração de SOLIQUA. 
Posologia e modo de usar: SOLIQUA é titulável e está disponível em duas canetas, oferecendo diferentes opções de dosagem. A diferenciação entre as concentrações das canetas baseia-se na variação de doses de cada caneta SOLIQUA deve ser administrado por via subcutânea uma vez ao dia dentro de 1 hora antes de qualquer refeição. É preferível que a injeção prandial de SOLIQUA seja aplicada antes da mesma refeição todos os dias, quando a refeição mais conveniente for escolhida. Se uma dose de SOLIQUA for perdida, esta deve ser injetada dentro de uma hora antes da próxima refeição. USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS 1.8326.0393 - IB250920B. Para maiores informações antes de sua prescrição, favor ler a bula completa do produto. "A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.” Data da última revisão: 12/04/2021