Caso clínico


Paciente do sexo masculino, 59 anos de idade, com diabetes de longa duração, sem doença cardiovascular instalada e com descontrole glicêmico, em terapia tripla com metformina, sulfonilureia e análogo de peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), apresentava sintomas de descompensação glicêmica. Considerando-se a hemoglobina glicada (HbA1c) de 9,1%, com hiperglicemia de jejum e pós-prandial e a descompensação clínica, optou-se por Soliqua® devido à eficácia no alcance da meta de HbA1c <7% e por atuar em mecanismos fisiopatológicos distintos.1

Com o início do uso de Soliqua® e o ajuste progressivo da dose, o paciente evoluiu com melhora do controle glicêmico global, evidenciada pela HbA1c e pela monitorização das glicemias capilares de jejum e pós-prandiais (após duas horas), já com 45 dias, sem eventos adversos gastrointestinais nem hipoglicemias.

Soliqua® é uma combinação de proporção fixa de glargina 100 UI/mL com lixisenatida. A glargina é uma insulina de longa duração que atua nas glicemias de jejum no período de 24 horas, enquanto a lixisenatida é um análogo de GLP-1 de administração diária que aumenta a secreção de insulina de forma dependente de glicose e diminui a secreção de glucagon, minimizando o risco de hipoglicemia.2

Lixilan-G


O estudo aberto e randomizado LixiLan-G, com 26 semanas de duração, avaliou a substituição de análogo de GLP-1 por Soliqua® em 514 pacientes sem controle com dose máxima tolerável de análogo de GLP-1 mais agentes antidiabéticos orais.3

O grupo que recebeu Soliqua® evoluiu com redução mais significativa da HbA1c, em relação aos pacientes que continuaram com o análogo de GLP-1 (1,0% vs. 0,4%; p<0,0001), com HbA1c média de 6,7% versus 7,4%, respectivamente.3 (Figura 1) Além disso, mais pacientes alcançaram HbA1c <7% com Soliqua® (62% vs. 26% do grupo que continuou com análogo; p<0,0001).3
A eficácia e a tolerabilidade de Soliqua® foram mantidas na fase de extensão de até 52 semanas do estudo LixiLan-G.3,4 A eficácia de Soliqua® também é consistente quando se avaliam índices de massa corporal (IMCs) <30 kg/m2 ou ≥30 kg/m2.5 Ademais, quanto maior a HbA1c, maior sua redução, independentemente do esquema terapêutico avaliado, e 59,9% dos pacientes que receberam a combinação fixa de Soliqua® alcançaram HbA1c <7%, como foi demonstrado no estudo LixiLan-L.5

Considerando-se os pacientes com HbA1c basal >9%, 52,2% dos que receberam a combinação fixa de insulina glargina e lixisenatida atingiram HbA1c <7%, enquanto 23,5% dos pacientes com glargina alcançaram essa meta, com incidências similares de hipoglicemias nos dois grupos.5

O perfil de segurança de Soliqua® demonstrou que, apesar da maior eficácia no controle glicêmico com a combinação de glargina e lixisenatida, não houve aumento do risco de hipoglicemia; também ocorreram menos efeitos colaterais gastrointestinais, em comparação à monoterapia com lixisenatida.6

O paciente do caso clínico apresentava diabetes mellitus tipo 2 (DM2) de controle glicêmico inadequado com o uso de esquema tríplice de metformina, sulfonilureia e análogo de GLP-1 e evoluiu com melhora significativa e rápida do controle glicêmico, alcançando HbA1c <7% com a substituição do análogo usado por Soliqua® e com ajuste posológico progressivo de acordo com a monitorização glicêmica. O paciente não apresentou eventos hipoglicêmicos nem intolerância gastrointestinal. Soliqua® representa uma opção terapêutica segura e eficaz para o alcance do controle glicêmico em pacientes com DM2.

Soliqua®


(insulina glargina 100 U/mL + lixisenatida)

Informações resumidas do produto


Soliqua (insulina glargina 100 U/mL+ lixisenatida). INDICAÇÕES: Soliqua é indicado como um adjuvante de dieta e exercício para melhorar o controle glicêmico em adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlada com medicamentos hipoglicemiantes orais isolados ou combinados com insulina basal, ou combinados com um agonista do receptor de peptídeo semelhante ao glucagon (GLP-1), ou insulina basal utilizada isoladamente. CONTRAINDICAÇÕES: SOLIQUA é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida à lixisenatida, insulina glargina ou a qualquer um dos componentes da fórmula. PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS: SOLIQUA não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento de cetoacidose diabética. A transferência do agonista do receptor de GLP-1 não foi estudada. SOLIQUA não foi estudado em combinação com inibidores DPP-4, sulfonilureias, glinidas, pioglitazona e inibidores SGLT2. Pancreatite aguda, incluindo pancreatite hemorrágica fatal e não fatal ou pancreatite necrotizante, foram relatadas em doentes tratados com agonistas do receptor GLP-1, após a comercialização. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda: dor abdominal grave a persistente. Se houver suspeita de pancreatite, SOLIQUA deve ser descontinuado. Caso haja confirmação de pancreatite aguda, o tratamento com SOLIQUA não deve ser reiniciado. Use com cautela em pacientes com histórico de pancreatite. Os pacientes devem realizar rotação contínua do local da injeção para reduzir o risco de desenvolver lipodistrofia e amiloidose cutânea localizada. SOLIQUA não é recomendado para pacientes com doença gastrintestinal grave, incluindo gastroparesia grave. Gravidez e lactação: Não há dados clínicos sobre grávidas expostas a partir de estudos clínicos controlados com uso de SOLIQUA, insulina glargina 100U/mL e lixisenatida. Categoria de risco na gravidez: C. Lactação: Não é conhecido se SOLIQUA é excretado no leite humano. Devido à falta de experiência, SOLIQUA não deve ser administrado durante a amamentação.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Não existe experiência terapêutica com uso de lixisenatida em pacientes com insuficiência renal grave ou doença renal terminal, não é recomendado o uso de lixisenatida nestas populações.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: SOLIQUA deve ser usado com cautela em pacientes recebendo medicamentos orais que necessitem de uma rápida absorção gastrintestinal. Não foram realizados estudos de interação medicamentosa com SOLIQUA. Várias substâncias afetam o metabolismo da glicose e podem requerer ajuste da dose de SOLIQUA e particularmente monitorização cuidadosa. Os seguintes exemplos são substâncias que podem aumentar o efeito redutor de glicose no sangue e a suscetibilidade à hipoglicemia:
Medicamentos antidiabéticos orais, inibidores da ECA, salicilatos, disopiramida; fibratos; fluoxetina, inibidores da MAO; pentoxifilina; propoxifeno; antibióticos sulfonamídicos. Os seguintes exemplos são substâncias que podem reduzir o efeito redutor de glicose no sangue:
corticosteroides; danazol; diazóxido; diuréticos; agentes simpaticomiméticos (tais como a epinefrina, salbutamol, terbutalina); glucagon; isoniazida; derivados de fenotiazina; somatropina; hormônios da tireoide; estrógenos, progestágenos (por exemplo em contraceptivos orais), os inibidores da protease e medicamentos antipsicóticos atípicos (por exemplo, olanzapina e clozapina). Betabloqueadores, clonidina, sais de lítio e álcool podem potencializar ou enfraquecer a ação hipoglicemiante da insulina. A pentamidina pode causar hipoglicemia, a qual pode por vezes ser seguida por hiperglicemia. Sob a influência de medicamentos simpaticolíticos, tais como betabloqueadores, clonidina, guanetidina e reserpina, os sinais da contrarregulação adrenérgica podem estar reduzidos ou ausentes. A lixisenatida é um peptídeo e não é metabolizada pelo citocromo P450. Em estudos in vitro, a lixisenatida não afetou a atividade de isoenzimas do citocromo P450 ou transportadores humanos testados.
Reações adversas: Hipoglicemia: As reações adversas mais frequentemente relatadas durante o tratamento com SOLIQUA foram hipoglicemia (≥ 10%) e reações adversas gastrintestinais (≥ 1 e < 10%). Ataques hipoglicêmicos graves, especialmente quando recorrentes, podem levar a danos neurológicos. O efeito prolongado da insulina glargina subcutânea pode retardar a recuperação de uma hipoglicemia. Episódios de hipoglicemia prolongados ou graves podem ser fatais. Reações adversas gastrintestinais (náuseas, vômito e diarreia) foram frequentemente relatadas como reações adversas durante o período de tratamento. Em pacientes tratados com SOLIQUA, a incidência de relatos de náusea, diarreia e vômito foi de 8,4%, 2,2% e 2,2%, respectivamente. Reações adversas gastrintestinais foram em sua maioria leves e de natureza transitória. Pacientes utilizando atorvastatina devem ser aconselhados a tomar a atorvastatina, pelo menos, 1 hora antes ou 11 horas após a administração de SOLIQUA.

Posologia e modo de usar: SOLIQUA é titulável e está disponível em duas canetas, oferecendo diferentes opções de dosagem. A diferenciação entre as concentrações das canetas baseia-se na variação de doses de cada caneta SOLIQUA deve ser administrado por via subcutânea uma vez ao dia dentro de 1 hora antes de qualquer refeição. É preferível que a injeção prandial de SOLIQUA seja aplicada antes da mesma refeição todos os dias, quando a refeição mais conveniente for escolhida. Se uma dose de SOLIQUA for perdida, esta deve ser injetada dentro de uma hora antes da próxima refeição. USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. Registro MS 1.8326.0393 - IB250920B. Para maiores informações antes de sua prescrição, favor ler a bula completa do produto. "A PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO.” Data da última revisão: 12/04/2021