A queda das coberturas vacinais no Brasil gera alerta1


Especialistas temem o reaparecimento de doenças que estavam erradicadas ou controladas. Dados recentes do Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) mostram coberturas abaixo de 60% para vacinas penta e contra poliomielite isolada, por exemplo.1
As vacinas combinadas diminuem as visitas à clínica de vacinação ou unidade básica de saúde, o que reduz gastos – por exemplo, com transporte – e facilita a adesão, permitindo proteger contra várias doenças do esquema primário.2

Uso de vacina contendo DTP e adesão ao calendário3


Um estudo de coorte retrospectivo investigou as associações entre uso da vacina contendo DTPa (componentes de difteria, tétano e pertussis acelular) e adesão ao calendário de imunização. Foram incluídas crianças nascidas entre 2009 e 2016 que receberam ≥1 vacina contendo DTPa (n=412.441), divididas em grupos que receberam vacina com componente DTPa na forma combinada, isolada ou mix de ambas.3

Em 2021, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, publicou o Informe Técnico para implantação das vacinas pentavalente acelular (DTPa/Hib/VIP) e hexavalente acelular (DTPa/Hib/VIP/HepB) para uso no CRIE, nas seguintes situações:2
1. No caso de reações às vacinas penta de células inteiras ou DTP;
2. Para crianças com maior risco de reação às vacinas penta de células inteiras ou DTP, incluindo o recém-nascido prematuro extremo (menor de 1.000 g ou 31 semanas de gestação);
3. Preferencialmente, em situações de imunodepressão.2

Esquema para uso de vacinas hexa e penta acelular no CRIE2


• A vacinação básica nos CRIEs consiste na aplicação de 3 doses, com intervalo de 60 dias (mínimo de 30 dias), a partir de 2 meses de idade.
• O primeiro reforço aos 15 meses de idade poderá ser realizado com a vacina penta acelular e/ou hexa acelular.
• O segundo reforço aos 4 anos de idade (intervalo mínimo de 6 meses entre R1 e R2) deverá ser realizado com a DTP acelular, se ainda persistir a indicação.

Novas vacinas combinadas disponíveis no CRIE!

Os bebês prematuros possuem maior risco de doenças infecciosas evitáveis por vacina e, portanto, a recomendação é que a administração seja feita conforme a idade cronológica, sem atrasos.4

Um estudo alemão avaliou a vacinação no momento adequado de prematuros com baixo peso ao nascer (<1500g) e idade gestacional <29 semanas, hospitalizados em 68 unidades de terapia intensiva neonatal, e demonstrou que os prematuros que não receberam as vacinas tiveram mais episódios de bronquite relatados pelos pais aos 5 anos de idade e maior uso de medicação para bronquite. Eles identificaram um número significativo de bebês que não haviam sido imunizados
de acordo com o cronograma recomendado e os principais fatores de risco associados para a falta de imunização foram: baixo peso ao nascer, prematuros com quadros clínicos graves, incerteza dos pais, falta de informações sobre os benefícios da vacinação e medo.2