O hipotireoidismo na gestação é uma manifestação bastante frequente, mas com impactos importantes no desenvolvimento fetal e da criança.1

O hipotireoidismo é diagnosticado laboratorialmente pelo valor aumentado de TSH e valor abaixo da normalidade para o T4.1

No caso do hipotireoidismo subclínico, o T4 livre apresenta-se dentro da normalidade, mas o TSH está aumentado.1 Em gestantes, na existência de fatores de risco, deve-se dosar o TSH.1 
 

No caso do hipotireoidismo subclínico, o T4 livre apresenta-se dentro da normalidade, mas o TSH está aumentado. Em gestantes, na existência de fatores de risco, deve-se dosar o TSH.

São fatores de risco para o desenvolvimento de hipotireoidismo em gestantes: 
  • Radioterapia prévia em pescoço ou cabeça e iodoterapia; 
  • Cirurgias da tireoide; 
  • Ocorrência de hipotireoidismo ou hipertireoidismo anterior; 
  • Presença de anticorpos antitireoidiano; 
  • Doenças autoimunes; 
  • História prévia de partos prematuros ou abortamentos de repetição; 
  • Mais de 30 anos de idade e presença de sintomas e sinais clássicos de hipotireoidismo.1 

Ao se encontrar valores laboratoriais maiores que o valor de corte de 2,5 mUI/L, a terapia com levotiroxina deve ser instituída.1

O limite de referência para o TSH no primeiro trimestre de gravidez foi definido como 2,5 mU/L e 3,0 mU/L no segundo e terceiro trimestres.1