O controle da dor e o alívio do sofrimento são responsabilidade e compromisso do profissional da área de saúde. A falta de conhecimento quanto a doses eficazes, tempo de ação dos analgésicos e técnicas analgésicas disponíveis, além do receio de vício e depressão respiratória, entre outros fatores, levam a relatos na literatura especializada de que a dor é não apenas subtratada, mas também uma das causas mais frequentes de procura por auxílio médico.1

A avaliação da dor deve ser visível nas instituições de saúde; assim, seu registro, juntamente com o dos demais sinais vitais, garante imediata intervenção e reavaliações subsequentes. A avaliação da dor e o registro sistemático e periódico de sua intensidade são fundamentais para que se acompanhe a evolução dos pacientes e se realizem os ajustes necessários ao tratamento.1

Escala visual analógica (EVA)


A intensidade da dor pode ser avaliada por meio de uma EVA. Essa escala compreende uma linha horizontal de 10 cm com as extremidades indicando “ausência de dor” e “a pior dor possível”. (Figura 1)
Para utilizar a EVA, o atendente deve questionar o paciente quanto ao seu grau de dor, considerando que 0 significa ausência total de dor e 10 é o nível de dor máxima suportável pelo paciente.

Dicas sobre como interrogar o paciente:
  • Você tem dor?
  • Como você classifica sua dor? 

Definição de dor


O Centers for Disease Control and Prevention define diferentes níveis de dor articular para pacientes com artrite:3
  • Dor articular grave: classificação da dor como 7 ou mais em 10, em uma escala de 0 (sem dor) a 10 (tão ruim quanto possível).
  • Dor persistente: relato de dor (de qualquer gravidade) na maioria ou em todos os dias nos últimos três meses.

Prevalência e consequências


Nos Estados Unidos, a dor articular grave afeta mais de um quarto dos adultos com artrite, cerca de 15 milhões de pessoas, sendo significativamente maior entre os adultos de meia-idade.4

A prevalência de dor articular grave ajustada por idade é maior entre mulheres, negros não hispânicos, hispânicos, portadores de deficiência, com escolaridade inferior ao ensino médio e incapazes de trabalhar.4

A dor articular grave também é maior entre pacientes com obesidade, diabetes, doenças cardíacas e sofrimento psicológico grave.4

Além disso, a dor articular apresenta impacto significativo na qualidade de vida relacionada à saúde. Ainda, a tendência geral para a inatividade física dos pacientes com dor articular é motivo de preocupação. Portanto, os clínicos devem avaliar a dor articular rotineiramente em pacientes com artrite.5

A dor articular grave também é maior entre pacientes com obesidade, diabetes, doenças cardíacas e sofrimento psicológico grave.