O tromboembolismo venoso é uma complicação comum, durante e após a internação, para pacientes clínicos e cirúrgicos, incluindo-se os pacientes ortopédicos.1

 

Os pacientes ortopédicos, em especial, apresentam uma série de particularidades que contribuem para os processos fisiopatológicos incluídos na tríade de Virchow e que favorecem o desenvolvimento de TEV. Portanto, em pacientes submetidos a cirurgia ortopédica e naqueles com trauma ortopédico, a profilaxia de TEV e a adesão às respectivas diretrizes são fundamentais.1

 

As cirurgias ortopédicas consideradas de alto risco de TEV incluem fratura de quadril e de fêmur proximal, prótese total de quadril ou de joelho, cirurgias de trauma grave e lesão medular. Já a cirurgia de risco moderado de TEV inclui artroscopia de joelho.2

 

Os métodos de profilaxia de TEV estão divididos em mecânicos e farmacológicos. As opções de tratamento mecânicas incluem mobilização precoce, meias de compressão graduadas, dispositivos de compressão pneumática intermitente de membros inferiores e bombas plantares. As opções de tratamento farmacológico incluem heparina não fracionada (HNF), heparinas de baixo peso molecular (HBPMs), como enoxaparina e dalteparina, antagonistas de vitamina K (cumarínicos), inibidor sintético do fator Xa (fondaparinux), os DOACs (como apixabana, dabigatrana e rivaroxabana) e o ácido acetilsalicílico.1

 

Dentre as opções de drogas orais, os DOACs foram liberados já na última diretriz da ACCP sobre profilaxia de TEV nas cirurgias eletivas de artroplastia total de quadril e de joelho.3

 

Em 2018, foi publicado um estudo multicêntrico, duplo-cego, randomizado e controlado, com a inclusão de 3.424 pacientes submetidos a artroplastia total de quadril ou de joelho que mostrou que, após cinco dias de profilaxia com rivaroxabana no pós-operatório de artroplastia total de quadril ou total de joelho, a profilaxia prolongada com ácido acetilsalicílico não foi significativamente diferente do uso isolado de rivaroxabana na prevenção de TEV sintomático.4

 

No pós-operatório, os DOACs podem ser utilizados tanto nas cirurgias eletivas de quadril quanto de joelho. A dabigatrana deve ser iniciada por via oral dentro do período de 1 a 4 horas após o término da cirurgia, com uma única cápsula de 110 mg, e continuar com duas cápsulas de 110 mg uma vez ao dia.5


O tromboembolismo venoso é uma complicação comum, durante e após a internação, para pacientes clínicos e cirúrgicos, incluindo-se os pacientes ortopédicos.