A rinossinusite crônica com pólipos nasais (RSCcPN) é uma doença inflamatória crônica associada com um alto impacto de sintomas e baixa qualidade de vida,1 caracterizada pela presença de inflamação tipo 2, com predominância das interleucinas (IL) 4, IL-13 e IL-5 e infiltrado de eosinófilos, linfócitos, basófilos e mastócitos.1,2

 

O Estudo Epidemiológico Japonês sobre a Rinossinusite Eosinofílica Refratária (Japanese Epidemiological Survey of Refractory Eosinophilic Rhinosinusitis, JESREC) desenvolveu e validou um algoritmo (Figura 1) para a classificação da RSCcPN segundo a gravidade do status eosinofílico (RSCe ausente, leve, moderada ou grave).1,2

Uma análise post hoc foi conduzida em pacientes com RSCcPN participantes do estudo SINUS-523 para determinar se níveis de eosinófilos na RSCcPN, classificados por meio do algoritmo JESREC, poderiam predizer a eficácia de dupilumabe associado ao furoato de mometasona intranasal versus tratamento padrão (furoato de mometasona intranasal) mais placebo.1


Os desfechos coprimários usados no estudo SINUS-52 foram alteração, a partir da linha de base, nas pontuações para pólipos nasais (NPS), congestão nasal (NC), escore tomográfico de Lund-Mackay na semana 24 e, na semana 52, foi avaliado como desfecho secundário.1,3

 

Outros desfechos secundários foram alterações, a partir da linha de base, até as semanas 24 e 52 para a pontuação total de sintomas (TSS); teste de desfechos nasossinusais de 22 itens (SNOT-22); teste de identificação de olfato da Universidade da Pensilvânia (UPSIT) e escala visual analógica (EVA) para a gravidade da RSCcPN.1,3


A análise demonstrou que o tratamento com dupilumabe 300 mg versus placebo levou à melhora significativa para todos os desfechos coprimários em todos os subgrupos de RSCe, incluindo no subgrupo sem RSCe, de forma consistente com os resultados da população geral do estudo SINUS-52.1

 

A melhora se deu de forma independente do status eosinofílico.1 (Figura 2) Foram observadas melhoras similares para todos os desfechos secundários, (Figura 3) também independentemente do nível de eosinóflos.1

Dupilumabe foi bem tolerado ao longo das 52 semanas em todos os subgrupos, com perfil de segurança similar ao da população geral do estudo SINUS-52, baixo número de eventos adversos relacionados ao tratamento e sem tendências relacionadas aos diferentes subgrupos de RSCe.1

 

Conclusões

  • Apesar de ter papel como um dos biomarcadores de classificação da RSCcPN, a contagem de eosinófilos no sangue não apresentou correlação dominante com a eficácia de dupilumabe na RSCcPN.1

  • Ao bloquear a subunidade compartilhada pelos receptores de IL-4 e IL-13 e inibir as vias de sinalização de tais interleucinas, peças-chave do processo inflamatório tipo 2, dupilumabe mostra amplo efeito em várias células e nas citocinas envolvidas no processo inflamatório que originam a RSCcPN.1
  • Esses resultados aumentam a compreensão do benefício do tratamento com dupilumabe, com melhoras independentes da doença eosinofílica. Dessa forma, o nível de eosinófilos no sangue pode não ser um biomarcador adequado para mensurar a eficácia de dupilumabe em RSCcPN.1

Dupixent® é indicado para o tratamento de doenças inflamatórias tipo 2, como dermatite atópica, asma grave e rinossinusite crônica grave com pólipo nasal (rinossinusite crônica grave com pólipos nasais).
MS nº 1.8326.0335. IB031220D