Mieloma Múltiplo: A ciência e a inovação para lidar com uma população de pacientes heterogênea

Lançamento: a Agência Nacional de Vigilância em Saúde (ANVISA) aprovou no dia 29/03 o medicamento Sarclisa® (isatuximabe) em combinação com pomalidomida e dexametasona.1

 


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Com Sarclisa® (isatuximabe), na combinação aprovada, esperamos aprimorar o tratamento dos pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado e refratário que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, e demonstraram progressão da doença na última terapia.1

A Sanofi Genzyme tem concentrado seus esforços no desenvolvimento de seu portfolio em oncologia e hematologia, sendo esta a primeira indicação aprovada para Sarclisa® (isatuximabe) não só no Brasil pela ANVISA como pelo FDA, EMA.2,3 Estudos clínicos estão em andamento para indicações em outras linhas de tratamento do MMRR e outras patologias.

Sarclisa® (isatuximabe) é um anticorpo monoclonal IgG1 que se liga a um epítopo extracelular específico do receptor CD38 e desencadeia vários mecanismos que levam à morte de células tumorais que expressam CD38.4-8

O estudo ICARIA é um estudo de fase 3, multicêntrico, multinacional, randomizado, aberto que avaliou em mais de 300 pacientes comparando a associação de isatuximabe, pomalidomida e dexametasona (IsaPd) versus pomalidomida e dexametasona (Pd). O estudo ICARIA demonstrou que a adição de Sarclisa® (isatuximabe) a Pd aumentou de forma significativa a sobrevida livre de progressão em relação a Pd isolado (HR = 0,596). Sendo em meses 11.53 (IC 95%: 8,9 - 13,9) para Sarclisa® (isatuximabe) + Pd versus 6,47 para Pd (IC 95%: 4,5 - 8,3). Os eventos adversos mais comuns foram neutropenia, reações infusionais leves a moderadas, pneumonia, infecções do trato respiratório superior, diarreia e bronquite.9

A qualidade de vida do paciente, conforme avaliada pelo Global Health Status Score, foi mantida durante o tratamento e foi semelhante entre os grupos (IsaPd vs Pd).9

A apresentação de Sarclisa® (isatuximabe) consta de 20mg/mL concentrado para solução para infusão. Cada frasco para injetáveis contém 100 mg de isatuximabe em 5 mL de concentrado (100 mg/5mL) ou 500 mg de isatuximabe em 25 mL de concentrado (500 mg/25mL). Uso intravenoso.1

Após a aprovação pela Anvisa, todo novo medicamento deve passar pelo processo de análise e definição de preço pela CMED (Câmera de Regulação do Mercado de Medicamentos), órgão responsável pela regulação econômica do mercado de medicamentos no Brasil.

SARCLISA® (isatuximabe). Solução para diluição para infusão 100 mg/5 mL: embalagem contendo 1 frasco-ampola com 5 mL e solução para diluição para infusão 500 mg/25 mL: embalagem contendo 1 frasco-ampola com 25 mL. Cada mL da solução para diluição para infusão contém 20 mg de isatuximabe.  INDICAÇÕES: SARCLISA® é indicado em combinação com pomalidomida e dexametasona, para o tratamento de pacientes adultos com mieloma múltiplo recidivado e refratário que receberam pelo menos duas terapias anteriores, incluindo lenalidomida e um inibidor de proteassoma, e demonstraram progressão da doença na última terapia. CONTRAINDICAÇÕES: Este medicamento é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade ao isatuximabe ou a qualquer excipiente da formulação. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES: Reações à infusão (RIs), principalmente leves ou moderadas, foram observadas em 38,2% dos pacientes tratados com SARCLISA®. Todas as RIs começaram durante a primeira infusão e foram resolvidas no mesmo dia na maioria dos pacientes. Os sintomas mais comuns incluem dispneia, tosse, calafrios e náusea. Os sinais e sintomas graves mais comuns incluem hipertensão e dispneia. Quando necessário, interrompa a infusão de SARCLISA® e forneça assistência médica apropriada e medidas de suporte. Para diminuir o risco e a gravidade das RIs, os pacientes devem ser pré-medicados antes da infusão de SARCLISA® com acetaminofeno, antagonistas H2 ou inibidores da bomba de prótons, difenidramina ou equivalente; a dexametasona deve ser usada como tratamento pré-medicação e anti-mieloma. SARCLISA® pode resultar em um teste de antiglobulina indireta falso positivo (teste indireto de Coombs). SARCLISA® pode causar neutropenia. Neutropenia (relatada como anormalidade laboratorial) ocorreu em 96% dos pacientes e neutropenia de grau 3-4 ocorreu em 85% dos pacientes tratados com SARCLISA®, pomalidomida e dexametasona (Isa-Pd). Neutropenia febril ocorreu em 12% de pacientes e infecções durante neutropenia, definidas como infecção com neutropenia concomitante de grau ≥3, ocorreu em 25% dos pacientes tratados com Isa-Pd. As infecções durante neutropenia mais frequentes incluídos aqueles do trato respiratório superior (10%), trato respiratório inferior (9%) e trato urinário (3%). Monitore a contagem completa de células sanguíneas periodicamente durante o tratamento. Antibióticos, profilaxia antifúngica e antiviral pode ser considerada durante o tratamento. Monitore os pacientes com neutropenia quanto a sinais de infecção. Não são recomendadas reduções de dose de SARCLISA®. Atrasos na dose e o uso de fatores estimuladores de colônias (por exemplo, G-CSF) podem ser necessários para permitir a melhoria da contagem de neutrófilos. Segundas malignidades primárias foram relatadas em 3,9% dos pacientes no braço SARCLISA®, pomalidomida e dexametasona (Isa-Pd) e em 0,7% dos pacientes no braço da pomalidomida e dexametasona (Pd), e consistia em carcinoma de células escamosas da pele (2,6% de pacientes no braço Isa-Pd e em 0,7% dos pacientes no braço Pd), angiossarcoma de mama (0,7% dos pacientes no braço Isa-Pd) e síndrome mielodisplásica (0,7% dos pacientes no braço Isa-Pd). SARCLISA® pode ser detectado eventualmente em ambas dosagens de eletroforese de proteínas séricas (EPS) e imunofixação (EFI) utilizados para o monitoramento clínico de proteína M endógena. SARCLISA®, pode interferir nos testes sorológicos do banco de sangue com possíveis reações falso positivas em testes indiretos de antiglobulina (testes indiretos de Coombs), testes de detecção (triagem) de anticorpos, painéis de identificação de anticorpos e combinações cruzadas de globulina anti-humano (AHG). Crianças e Idosos: A segurança e eficácia de SARCLISA® em pacientes menores de 18 anos de idade não foram estabelecidas. Com base na análise farmacocinética da população, nenhum ajuste de dose é recomendado em pacientes idosos.  GRAVIDEZ: D. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. Este medicamento contém açúcar. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS: A farmacocinética de SARCLISA® e pomalidomida não foram influenciadas pela sua coadministração. REAÇÕES ADVERSAS: As reações adversas mais frequentes (em > 20% dos pacientes com Isa-Pd) foram neutropenia (alteração laboratorial, 96,1% com Isa-Pd vs 93,2% com Pd), reações à infusão (38,2% com Isa-Pd vs 0% com Pd ), pneumonia (30,9% com Isa-Pd vs 22,8% com Pd), infecção do trato respiratório superior (28,3% com Isa-Pd vs 17,4% com Pd), diarreia (25,7% com Isa-Pd vs 19,5% com Pd) e bronquite (23,7% com Isa-Pd vs 8,7% com Pd). 
As reações adversas graves mais frequentes (em > 5% dos pacientes) foram pneumonia (9,9% com Isa-Pd vs 5,4% com Pd) e neutropenia febril (6,6 % com Isa-Pd vs 2,0% com Pd). POSOLOGIA A dose recomendada de SARCLISA® é de 10 mg/kg de peso corpóreo administrada por infusão intravenosa em combinação com pomalidomida e dexametasona. A infusão de SARCLISA® deve ser feita nos dias 1,8,15 e 22 (semanalmente) no primeiro ciclo e nos dias 1 e 15 (a cada duas semanas) a partir do segundo ciclo. Cada ciclo de tratamento consiste em um período de 28 dias. O tratamento é repetido até a progressão da doença ou toxicidade inaceitável.   USO ADULTO. VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. USO RESTRITO A HOSPITAIS. Registro MS nº 1.8326.0474 "Para maiores informações antes de prescrever, favor ler a bula completa do produto." 

O mieloma múltiplo não para. A ciência e a inovação também não. 13

Hoje, temos uma melhor compreensão da complexidade biológica do mieloma múltiplo e as causas subjacentes da recidiva.13,14 A ciência emergente mostrou que esses tumores têm uma alta capacidade de sofrer mutação e desenvolver resistência aos tratamentos. 13-15

Modelo do mieloma múltiplo13

Image 1

A pressão terapêutica pode levar à evolução clonal e à recidiva.13-16

Image 2

Os tumores do mieloma múltiplo recidivado/refratário permanecem heterogêneos durante toda a progressão da doença.14-16

O cenário clínico para pacientes com mieloma múltiplo melhorou, mas ainda pode-se fazer mais. 17

O mieloma múltiplo permanece com uma malignidade incurável associada à carga significativa para o paciente.11,18 Os resultados podem piorar a cada regime consecutivo, com respostas piores e sobrevida global (SG) reduzida.19

figure

Adaptado de Hájek et al.
Análise retrospectiva com base nos dados do mundo real do Registro de Gamopatias Monoclonais (RMG), na República Tcheca, de adultos com mieloma múltiplo sintomático entre maio de 2007 e junho de 2014.

A população de pacientes é pequena, mas diversificada, exigindo tratamento intensamente personalizado. 12,20

Acredita-se que os resultados no mieloma múltiplo dependam de vários fatores, incluindo idade, fragilidade, estado citogenético de alto risco e linhas de terapia anterior ou refratariedade da doença.21

  • O mieloma múltiplo é uma doença que acomete mais idosos; a idade média no diagnóstico é de 69 anos, com quase um terço dos pacientes diagnosticados com 75 anos ou mais.20
  • De 20% a 40% dos pacientes com mieloma múltiplo apresentam algum grau de insuficiência renal.22

  • Comorbidades cardíacas, função pulmonar comprometida, anemia e envolvimento ósseo são comuns.22,23

  • Até 30% dos pacientes apresentam uma anormalidade citogenética desfavorável de alto risco, sendo que essas anormalidades podem indicar um tipo de tumor agressivo e geralmente estão associadas a um prognóstico ruim. Cariótipos desfavoráveis de alto risco incluem t(14;16) e t(4;14) e del(17p).24


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