Olfato: peça-chave no tratamento da rinossinusite crônica com pólipos nasais (RSCcPN)

Disfunção olfatória em pacientes com polipose nasal


Cerca de 90% dos pacientes com rinossinusite crônica com pólipos nasais apresentam alterações de olfato e paladar.1

A alteração do olfato na RSCcPN pode ser resultante de processos condutivos, nos quais os odorantes não alcançam a fenda olfativa, ou de processos neurossensoriais, nos quais a sinalização do receptor olfatório para o cérebro é prejudicada.2,3

A disfunção olfatória em pacientes com RSCcPN pode ser melhorada com cirurgias nasossinusais ou com o uso de corticosteroides sistêmicos, mas nem sempre é o caso.2,4

Assista ao vídeo abaixo e entenda melhor o mecanismo da disfunção olfatória na RSCcPN.

Importância do olfato


Entre nossos cinco sentidos, o olfato é o que nos permite interagir com o meio ambiente por meio de moléculas odoríferas. É baseado no senso de olfato que identificamos situações de perigo, quando detectamos moléculas odoríferas que indicam que algo pode ser prejudicial para a saúde. Também é através do olfato que, pela interação com o sistema límbico e com áreas corticais superiores, o estímulo de certos receptores provoca respostas emocionais, criando uma memória olfativa.5

Estudos indicam que pacientes que sofrem de distúrbios do olfato, têm sua qualidade de vida afetada significativamente. Essa redução na qualidade de vida pode ser explicada pelas diversas restrições que a perda olfatória impõe no dia a dia.6 Em dois estudos conduzidos com pacientes com hiposmia ou anosmia:7,8
  • Pacientes reportaram menos prazer em se alimentar e 56% tiveram menor apetite, o que pode estar relacionado com a menor percepção de sabor;
  • 75% dos pacientes reportaram maior risco de comer alimentos estragados;
  • 61% dos pacientes reportaram dificuldade em identificar vazamentos de gás;
  • 50% dos pacientes reportaram dificuldade em identificar fumaça;
  • Mais da metade reportou dificuldades com higiene, como menor habilidade de perceber odores corporais, impactando socialmente.
A disfunção olfatória também pode ter efeitos significativos na saúde psicológica, incluindo o aumento dos níveis de depressão, ansiedade e fobia entre esses pacientes.9
 
Assista ao vídeo abaixo e saiba mais sobre o impacto na vida do paciente.

Avaliação olfatória nos pacientes com RSCcPN


A documentação da função olfatória é fundamental para o diagnóstico, tratamento e seguimento de pacientes com doenças inflamatórias das vias aéreas superiores. Alguns fatores que contribuem para sua importância incluem:5 

  • Alta subjetividade: como é um sintoma com alta subjetividade para os pacientes, a documentação quantitativa e qualitativa da função olfatória é importante para pacientes que apresentam alteração no olfato.
  • Resposta ao tratamento: considerando o impacto do olfato em algumas doenças nasossinusais como rinite alérgica e rinossinusite crônica, a aferição do olfato pode ser importante para medir a resposta ao tratamento, seja ele clínico ou cirúrgico.    
Segundo a Academia Brasileira de Rinologia (ABR) e a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), solicitar ao paciente que simplesmente quantifique sua perda olfatória apresenta baixa confiabilidade e reprodutibilidade.10 Isso ocorre uma vez que uma alta porcentagem de pacientes desconhece que apresenta qualquer perda olfatória.11-13 Sendo assim, a avaliação do olfato permite que médico e paciente acompanhem a recuperação e a resposta ao tratamento instituído de uma forma objetiva. 
 
Assista ao vídeo abaixo e conheça a relação entre imunobiológicos para RSCcPN e olfato.

Avaliação olfatória no tratamento com imunobiológicos


De acordo com a diretriz brasileira para uso de imunobiológicos em RSCcPN, a avaliação de resposta ao tratamento inicial deve ocorrer a cada 4 a 6 meses. Ao menos dois dos seguintes critérios devem ser observados:10

  • Melhora no olfato (pelo menos 1 grau na classificação olfatória. Ex.: de hiposmia moderada para hiposmia leve);
  • Melhora na congestão nasal (pelo menos em 2 pontos na EVA);
  • Diminuição do pólipo nasal – diminuição de 2 pontos no escore endoscópico de Lund-Kennedy (somatória do lado direito e esquerdo);
  • Controle da asma;
  • Redução ≥9 no SNOT 22.

A avaliação do olfato como critério de resposta ao tratamento da RSCcPN com imunobiológicos reforça a importância de medidas objetivas citadas acima.
 
Assista ao vídeo e confira a aferição do olfato com medidas objetivas.

Clique abaixo e veja quais são os testes disponíveis no Brasil

Resultados de Dupilumabe no Olfato – Estudos SINUS-24 e SINUS-52 

Resultados de Dupilumabe no Olfato – Caso Clínico

Dupixent® é indicado para o tratamento de doenças inflamatórias tipo 2 como Dermatite atópica, asma grave e rinossinusite crônica grave com pólipo nasal (rinossinusite crônica grave com pólipos nasais)
MS nº 1.8326.0335. IB031220B


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