A Hepatite B é uma doença do tipo viral, que costumeiramente age no fígado, causando inflamação no órgão. E assim como os outros tipos de hepatite, pode causar problemas mais graves quando não tratada ou prevenida. Sua particularidade é que ela está na categoria das "doenças silenciosas", ou seja, são marcadas por uma evolução sem sinais ou com sintomas. E quando há sintomas, eles são iguais a outras doenças, como febre, enjoo, vômitos, tontura e mal-estar. O sintoma característico da doença é a icterícia (quando a pele e/ou olhos ficam amarelos).1

No Brasil, entre 1999 e 2018, foram registrados 233.027 casos de hepatite B (36,8% do total de casos de hepatites virais) sendo 72,5% deles da forma crônica. Entre os casos agudos, 84,4% ocorreram em menores de 10 anos. Já entre os anos de 2000 e 2017, dos 70.671 óbitos associados às hepatites, 21,3% foram relacionados à hepatite B.2

Quando comparadas as taxas de detecção por faixa etária em um período de dez anos até 2018, foi possível observar que a detecção de hepatite B diminuiu entre indivíduos de até 39 anos, teve poucas variações no público entre 40 e 44 anos e aumentou para todas as faixas etárias acima de 45 anos, inclusive entre os maiores de 60 anos.2

Assim, tomar a vacina é a melhor estratégia de prevenção contra a doença. E para uma proteção eficaz, é preciso receber às três doses da vacina.3


A queda da incidência da doença para a faixa etária de 0 e 24 anos se deve às boas coberturas (acima de 99%), acumuladas desde 1994 e até abril 2020, para as terceiras doses da vacina hepatite B.2

No entanto, desde 2016, observamos uma queda no percentual de crianças menores de 1 ano com três doses da vacina. Em abril de 2021, o índice chegou a 64,44% delas.(2)  Isto significa que, se não completarem seus esquemas vacinais com às três doses, há uma probabilidade maior desses futuros adolescentes e adultos contraírem o vírus da hepatite B. Além da possibilidade de cronificação da doença, que chega a cerca de 15% dos casos.2

O Programa Nacional de Imunizações (PNI) definiu dois esquemas vacinais: um de quatro doses, que começa logo no nascimento e aos 2, 4 e 6 meses de vida e de três doses para maiores de 1 ano que não vacinados anteriormente, inclusive idosos. A vacinação de gestante é considerada prioritária para prevenir a transmissão de mãe para filho durante o parto.3

Assim, é sempre importante que você mantenha sua carteira de vacinação em dia e mantenha-se sempre informado e protegido, garantindo a proteção contra a hepatite B.


Nos siga nas redes sociais:

icon_facebook icon instagram icon podcast