A poliomielite, comumente chamada pólio ou paralisia infantil, é uma doença altamente contagiosa causada pelo poliovírus. Na maioria das infecções pela doença, não há manifestação dos sintomas. Mas de 5 a 10 em cada 100 pessoas infectadas com esse vírus podem apresentar sintomas semelhantes aos da gripe.

Em 1 a 200 casos, o vírus destrói partes do sistema nervoso, causando paralisia permanente nas pernas ou braços. Embora raro, o vírus pode atacar as partes do cérebro que ajudam a respirar, o que pode levar à morte.1

O uso da vacina pólio inativada (VIP), além de proteger adequadamente sem riscos de causar a doença, permite a não excreção do vírus no meio ambiente.

Vamos entender por quê?


Embora o último caso confirmado de poliomielite por poliovírus selvagem na região das Américas tenha ocorrido em 1991 e apesar dos esforços para sua erradicação no mundo, a ameaça continua. Hoje, dois países asiáticos (Afeganistão e Paquistão) ainda apresentam casos de poliomielite selvagem. E isso acaba mantendo o risco da exportação do vírus para outros países.1

A vacina poliomielite oral (VOP) é extremamente segura e eficaz na proteção das crianças contra a paralisia ao longo da vida. Graças a ela, nos últimos dez anos, mais de 16 milhões de casos de poliomielite foram prevenidos, e a doença foi reduzida em mais de 99%.2

No entanto, a VOP, por conter poliovírus atenuados (enfraquecidos), muito raramente, pode resultar em casos de poliomielite causada pelo vírus vacinal. E, por esse e outros motivos, o Brasil adotou, para crianças menores de 1 ano, o uso da vacina poliomielite inativada (VIP). Ela não apresenta esse risco, mesmo para aqueles que tenham recebido três doses da VIP e o reforço com a vacina oral (VOP).3

Além disso, o poliovírus atenuado da vacina oral, presente no ambiente, pode sofrer mutações. Isso pode permitir que uma pessoa não vacinada adquira a doença por essa via de contaminação. Hoje, cinco países que erradicaram o poliovírus selvagem, devido à baixa da cobertura vacinal, voltaram a apresentar surtos da doença.4

É possível erradicar o vírus da poliomielite? 


Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a erradicação global da poliomielite requer a cessação do uso da VOP para a imunização de rotina o mais rapidamente possível após a erradicação da transmissão do poliovírus selvagem. 

Baixos níveis de imunidade (queda na cobertura vacinal) e falhas na vigilância da presença do poliovírus derivado da vacina oral no ambiente deixam os países em risco de retorno da pólio. Para garantir que cada país fique livre da poliomielite, é essencial alcançar todas as crianças com vacinas. Além, claro, de um fortalecimento eficaz na vigilância da doença.2

Portanto, são duas as vantagens relacionadas ao uso da vacina VIP (pólio inativada). Primeiro, a proteção adequada sem riscos de causar a doença pelo vírus vacinal. E, segundo, a garantia da não excreção do vírus no meio ambiente e sua consequente contaminação. 

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