Pessoas com diabetes (tipo 1 ou tipo 2), mesmo com controle ideal, correm alto risco de complicações graves da influenza e que podem resultar em hospitalização ou até mesmo em morte. Pneumonia, bronquite, infecções dos seios nasais e infecções de ouvido são exemplos de complicações relacionadas à influenza em pacientes com diabetes.1

A infecção por influenza pode dificultar o controle da glicemia (taxa de açúcar no sangue), acima ou abaixo do que se espera com o controle do diabetes.1

 

A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) recomenda a administração anual da vacina contra influenza a pacientes com diabetes a partir de 6 meses de idade, de preferência antes do início da estação do influenza.6

A Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm), elaboraram o Guia de imunização 2019/2020 para pacientes com diabetes. Pode ser consultado online.

Vacinação contra gripe em portadores de Diabetes Mellitus do Tipo 2 é associada a reduções significativas nas taxas de hospitalização.8

Diretrizes sobre diabetes publicadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), Associação Americana de Diabetes (ADA) e Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) recomendam que pacientes diabéticos se vacinem contra a influenza no início da temporada. 9 A vacinação contra influenza protege os pacientes diabéticos de complicações relacionadas à influenza.10

 

 

A efetividade da vacina em pessoas com diabetes é de 54,5%, evitando 7% das infecções respiratórias baixas. Pacientes com DM2 vacinados tiveram 58% menos hospitalizações por gripe, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca congestiva (ICC) e pneumonia (PN), não sendo observada essa diminuição por infarto agudo do miocárdio (IAM). Além disso, foram observadas menos mortes, cuja redução em maiores de 65 anos chegou a 33%. 6