A gripe é uma doença respiratória aguda provocada pelos vírus influenza A e B que ocorre de forma epidêmica, com aumento em temporadas mais frias. Mas isso não significa que ocorre estritamente nesses períodos, podendo ocorrer surtos fora da sazonalidade.3 De qualquer forma, as infecções por influenza significam sobrecarga do sistema de saúde e gastos que poderiam ser evitados.4

Por isso, é necessário estabelecer os pilares para as novas recomendações no combate da gripe, apenas a partir desses é possível mitigar riscos e aproveitar oportunidades que a COVID-19 trouxe para a campanha vacinal de 2022.
No Brasil, desde 2017, a meta de vacinação foi estabelecida como 90% da população alvo, mas alcançou apenas 82%.5 Quando analisamos um retrospecto das campanhas, observamos uma tendência de queda da cobertura vacinal que deve ser combatida.5
Adaptado de: 5.

De acordo com a Assembleia Mundial da Saúde, pelo menos 75% da população de risco deve estar vacinada, em alguns países essa meta é adotada e dificilmente alcançada.6 Nesse sentido, o Brasil é referência, mas ainda deve melhorar a cobertura vacinal para garantir uma efetiva proteção contra a doença. 
Adaptado de: 7.
A OMS estabelece o controle da gripe como uma das suas prioridades até 2030 e propõe métodos para isso.6

Logo OMS

Estratégia de influenza (2019-2030)



Icone vigilância
Fortalecer a vigilância global da influenza, monitoramento e utilização de dados.

Icone acesso política prevencao
Expandir as políticas e programas de prevenção e controle de influenza para proteger vulneráveis.

Icone segurança
Fortalecer a preparação e resposta à pandemia de gripe para tornar o mundo mais seguro.

Icone pesquisa
Promover a pesquisa e inovação para atender às necessidades de saúde pública não atendidas.

A principal ação que deve ser realizada para o sucesso da campanha de 2022 e de todas as demais é a vacinação,4 somente com o aumento da cobertura vacinal é possível obter a proteção individual e coletiva. 

Há fatores históricos que interferem na adesão, como a desinformação acerca da doença e/ou campanha, a baixa percepção de risco e a falta de prescrição médica para a vacinação, principalmente de grupos considerados mais vulneráveis.

Visando aumento da cobertura vacinal, algumas ações são imprescindíveis no âmbito público e privado, como:
  • Conscientização em massa da importância da prevenção;
  • Facilitar o acesso à vacinação;
  • Diminuição das barreiras entre posto e população;
  • Divulgação ativa da campanha;
  • Vacinar crianças da primeira infância;
  • Introduzir vacina de proteção ampliada, como outros países têm feito com a QIV;10
  • Implementar a vacinação extramuros;
  • Utilizar o drive-thru, como se fez com a COVID-19;9
  • Implementar o home care.
Essas medidas podem auxiliar na adesão à vacinação e, consequentemente, promover a maior proteção do grupo, diminuindo o impacto da gripe.8