Quando iniciar a insulinização?

A terapia baseada em insulina é recomendada para melhorar o controle glicêmico quando o uso terapêutico de antidiabéticos orais não é mais eficiente em manter o paciente dentro da meta, utilizando-se diferentes esquemas terapêuticos de insulina isolada ou em associação com outros antidiabéticos. Em pacientes com sinais clínicos de insulinopenia, como poliúria, polidipsia, polifagia, perda de peso espontânea e cetose, os consensos indicam que a insulinização deve ser a primeira opção, principalmente se o paciente apresentar hemoglobina glicada acima de 9%.1,2

 

Como realizar a insulinização?

A dose inicial de insulina usualmente é de 0,1 a 0,2 UI/kg/dia, ao deitar-se. Deve-se realizar titulação progressiva da dose, com base na monitorização da glicemia de jejum, ajustando-se 2 a 3 UI a cada 2 a 3 dias, até atingir a meta estabelecida para a glicemia de jejum.2

 

Quais os riscos da insulinização?

O risco de hipoglicemia deve ser considerado. Nesse sentido, os análogos de ação rápida possuem vantagens em relação à insulina humana regular, pois apresentam ação mais previsível e podem ser administrados imediatamente antes da refeição, reduzindo o risco de hipoglicemia.2

 

Por que fazer a insulinização?

As indicações de insulinoterapia no tratamento do diabetes apoiam-se em vários consensos e diretrizes. Independentemente da evolução dos antidiabéticos, o tratamento do diabetes ainda tem como objetivo principal manter a HbA1c dentro do alvo. Nesse contexto, a insulina é eficaz em manter a HbA1c dentro da meta, melhorando o controle glicêmico em casos que se apresentem com alto grau de descompensação metabólica.1,2

 

Quais as vantagens da insulinização?

O estímulo à insulinoterapia oportuna e intensiva reduz a inércia terapêutica, reduz as complicações crônicas associadas ao diabetes e melhora o controle glicêmico, mantendo o paciente dentro da meta e melhorando, assim, a qualidade de vida do paciente com diabetes.1,2