Introdução


A rinite alérgica é uma reação de hipersensibilidade que apresenta 1 ou mais desses sintomas:1,2
  • Congestão nasal;
  • Rinorreia (anterior e posterior);
  • Espirros;
  • Prurido. 

Estima-se que 10 a 30% da população mundial seja afetada pela rinite.3 No Brasil, a prevalência de sintomas nasais entre crianças e adolescentes é de aproximadamente 37%.4

Impacto na qualidade de vida


O sintoma predominante da rinite alérgica é a congestão nasal, ocorrendo em 90% das pessoas com rinite alérgica sazonal. É o sintoma mais incômodo e que a maioria das crianças e adultos gostariam de prevenir, uma vez que causa um impacto significativo na qualidade de vida e na produtividade no trabalho e na escola.5  

Além de prejuízos na produtividade, a congestão nasal é a principal causa de distúrbios do sono (dificuldade em adormecer, permanecer dormindo e acordar revigorado), e frequentemente resulta em:1,2
  • Fadiga ou cansaço diurno;
  • Irritabilidade;
  • Desatenção;
  • Memória de curto prazo reduzida;
  • Problemas comportamentais. 

Classificação da rinite


A classificação da rinite em níveis de gravidade e frequência pode auxiliar o médico a desenvolver estratégias de tratamento para cada paciente.2
 

Tratamento


O algoritmo para o tratamento se baseia em várias considerações, incluindo a  gravidade dos sintomas, se o paciente tem rinite alérgica intermitente ou persistente, eficácia relativa do medicamento, potencial para efeitos adversos, preferência e custo para o paciente.2 Além disso, o tempo de início da ação para o alívio dos sintomas pode ser uma consideração importante na seleção do tratamento.2
 
Figura 1. Algoritmo para rinite alérgica intermitente. A gravidade da rinite, com base nos sintomas e no grau de controle geral, pode ser avaliada pelo paciente por meio de uma escala visual analógica (EVA) de 1 a 10, sendo 10 a mais grave. Alternativamente, o paciente e o médico podem definir "leve" como condição sem prejuízo de atividades diárias normais, esporte, lazer, trabalho, escola, sono e sem sintomas incômodos. “Moderado/grave” indicaria que mais de uma dessas atividades são prejudicadas. O tratamento inicial aparece na ordem recomendada por especialistas e pode ser acompanhado do uso de soro fisiológico nasal conforme necessário.  AH: anti-histamínico; AHO: anti-histamínico oral.  (Adaptado de Dykewicz MS et al. The Joint Task Force on Practice Parameters (JTFPP) members. J Allergy Clin Immunol 2020;146(4):721-67)2
Figura 2. Algoritmo para rinite alérgica persistente. A gravidade da rinite, com base nos sintomas e no grau de controle geral, pode ser avaliada pelo paciente por meio de uma escala visual analógica (EVA) de 1 a 10, sendo 10 a mais grave. Alternativamente, o paciente e o médico podem definir "leve" como condição sem prejuízo de atividades diárias normais, esporte, lazer, trabalho, escola, sono e sem sintomas incômodos. “Moderado/grave” indicaria que mais de uma dessas atividades são prejudicadas. O tratamento inicial aparece na ordem recomendada por especialistas e pode ser acompanhado do uso de soro fisiológico nasal conforme necessário. AH: anti-histamínico; AHO: anti-histamínico oral. (Adaptado de Dykewicz MS et al. The Joint Task Force on Practice Parameters (JTFPP) members. J Allergy Clin Immunol 2020;146(4):721-67)2

Anti-histamínicos


Os anti-histamínicos orais (AHO) apresentam benefícios comprovados contra a rinite alérgica.2 Recomenda-se o uso dos anti-histamínicos de segunda geração (como, por exemplo, a fexofenadina) em vez de compostos mais antigos, pois são menos sedativos que os de primeira geração ou até mesmo não sedativos.2,4 Além disso, apresentam rápido início de ação e, apesar da duração do uso desses medicamentos variar de 1 a 4 semanas, eles podem ser usados por períodos prolongados em casos moderados a graves e persistentes.4

Fexofenadina


A fexofenadina é um antagonista do receptor histamínico H1 altamente seletivo, com menor afinidade para receptores colinérgicos e α-adrenérgicos. Assim, apresenta efeitos adversos desprezíveis em comparação aos anti-histamínicos de primeira geração. Além disso, a fexofenadina não induz sedação e não prejudica a concentração, a memória ou o desempenho.1

Descongestionantes 


Os descongestionantes são substâncias que estimulam o sistema adrenérgico, com ação principal de vasoconstrição, resultando em rápido alívio da obstrução nasal na rinite alérgica. Podem ser de uso oral e uso tópico nasal.4 

A pseudoefedrina, um agonista alfa-adrenérgico eficaz no alívio da congestão,2  é o descongestionante oral mais comumente usado.4 Ainda assim, apesar de sua segurança comprovada é preciso se atentar aos possíveis efeitos colaterais em pacientes com hipertensão, problemas cardiovasculares, glaucoma, risco de retenção urinária relacionada a distúrbios uretroprostáticos e histórico de convulsões.2,4,6,7

Eficácia da associação de fexofenadina e pseudoefedrina nos sintomas da rinite alérgica


Estudos mostram que a combinação de anti-histamínico oral e descongestionante oral é mais eficaz na redução dos sintomas da rinite alérgica, incluindo a congestão nasal, do que o uso individual desses componentes.2

Um estudo multicêntrico, duplo-cego, de grupo paralelo avaliou a eficácia de uma combinação de fexofenadina e pseudoefedrina em comparação à eficácia de cada componente individual no tratamento da alergia sazonal. A terapia combinada foi mais eficaz do que a fexofenadina ou a pseudoefedrina isoladas no alívio de todo o espectro dos sintomas da rinite alérgica sazonal (ou seja, tanto os sintomas principalmente relacionados à histamina quanto a congestão nasal) (Figura 3).8
 
Figura 3. Alteração nos sintomas associados à rinite alérgica após 2 semanas de tratamento. (Adaptado de Sussman GL et al. J Allergy Clin Immunol 1999;104(1):100–6)8.
Outro estudo estimou a eficácia da combinação de fexofenadina (60 mg) e pseudoefedrina (120 mg) versus fexofenadina na congestão nasal em pacientes com rinite alérgica induzida por ácaros do pó doméstico. Em 30 minutos, a combinação de fexofenadina e pseudoefedrina já aumentou o fluxo de ar nasal absoluto (p<0,001) em relação à fexofenadina, que foi mantido em todos os pontos de tempo subsequentes até 8 horas após a administração (todos p<0,001) (Figura 4).3
Figura 4. Alteração média no fluxo de ar nasal da linha de base para os grupos tratados com a combinação de fexofenadina e pseudoefedrina ou apenas fexofenadina. (Adaptado de Nakamura et al, Asian Pac J Allergy Immunol [Internet] 2021; Disponível em: http://dx.doi.org/10.12932/AP-160920-0963)3.

Allegra® D

Melhora significativa dos sintomas da rinite alérgica, incluindo congestão nasal8
Rápido início da ação na desobstrução nasal, em média, 30 minutos após o uso3
Combinação de fexofenadina (anti-histamínico de 2ª geração) + pseudoefedrina7
Indicada a partir dos 12 anos de idade7