Neuroinflamação Aguda e Smoldering

Analise as evidências de dois processos neuroinflamatórios que impulsionam o acúmulo de incapacidade desde o início da EM3-5

Explore ambos os processos 

Acúmulo de Incapacidade

Saiba mais sobre as alterações físicas e cognitivas que podem surgir precocemente — até mesmo antes do início da EMSP sem surtos.6-8
 

Compreenda os sinais  

Abordando ambos os processos

Descubra um novo foco em pesquisas sobre EM
 

Descubra uma nova perspectiva 

    Referências:

    1. Cree BAC, Hollenbach JA, Bove R, et al; University of California, San Francisco MS-Epic Team. Silent progression in disease activity-free relapsing multiple sclerosis. Ann Neurol. 2019;85(5):653-666. 
    2. Ziemssen T, Derfuss T, de Stefano N, et al. Optimizing treatment success in multiple sclerosis. J Neurol. 2016;263(6):1053-1065. 
    3. Frisch ES, Pretzsch R, Weber MS. A milestone in multiple sclerosis therapy: monoclonal antibodies against CD20—yet progress continues. Neurotherapeutics. 2021;18(3):1602-1622. 
    4. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
    5. Häusser-Kinzel S, Weber MS. The role of B cells and antibodies in multiple sclerosis, neuromyelitis optica, and related disorders. Front Immunol. 2019;10:201. doi:10.3389/fimmu.2019.00201 
    6. Bayas A, Schuh K, Christ M. Self-assessment of people with relapsing-remitting and progressive multiple sclerosis towards burden of disease, progression, and treatment utilization—results of a large-scale cross-sectional online survey (MS Perspectives). Mult Scler Relat Disord. 2022;68:104166. doi:10.1016/j.msard.2022.104166 
    7. Portaccio E, Bellinvia A, Fonderico M, et al. Progression is independent of relapse activity in early multiple sclerosis: a real-life cohort study. Brain. 2022;145(8):2796-2805. 
    8. Lakin L, Davis BE, Binns CC, Currie KM, Rensel MR. Comprehensive approach to management of multiple sclerosis: addressing invisible symptoms—a narrative review. Neurol Ther. 2021;10(1):75-98.

     

Abordar a progressão da incapacidade permanece uma necessidade não atendida em todo o espectro da EM1-3

Apesar do controle eficaz dos surtos e das lesões agudas, muitas pessoas com EM continuam acumulando incapacidades.1,4
A Progressão Independente da Atividade de Surtos (PIRA) é um fenômeno reconhecido na esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).5-11*†

A PIRA é responsável por até 80% a 90% do acúmulo de incapacidade em pacientes com EMRR em tratamento7,8

A PIRA pode ser observada em pacientes com EMRR tratados a partir de 3 anos pós diagnóstico8-10

65% dos pacientes com EMRR relataram ter apresentado PIRA5,6

Aproximadamente 30%-40% dos pacientes tratados evoluirão para EM secundária progressiva (EMSP) em até 12 anos após o diagnóstico de EM remitente-recorrente (EMRR)11

*Conforme documentado por um estudo observacional e dados agrupados de 2 estudos clínicos randomizados. †Conforme observado em dados do mundo real (resultados relatados por pacientes). PIRA foi definida como piora contínua dos sintomas, independentemente de surtos nos 12 meses anteriores.

Abordar os mecanismos de progressão independentes de surtos continua sendo uma necessidade não atendida em todo o espectro da doença, desde a esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR) até a esclerose múltipla secundária progressiva sem surtos (EMSPnr). 1-3

A Progressão Independente da Atividade de Surtos permanece não abordada1,4,12

Muitos pacientes ainda evoluem de EMRR para esclerose múltipla secundária progressiva (EMSP) e apresentam acúmulo de incapacidade significativo, apesar dos tratamentos atuais controlarem de forma eficaz os surtos e lesões agudas.1,4,12

Continue Explorando

Veja como a neuroinflamação smoldering impacta o acúmulo de incapacidade

Explore ambos os processos 

    Referências:

     

    1. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
    2. Geladaris A, Torke S, Weber MS. Bruton’s Tyrosine Kinase inhibitors in multiple sclerosis: pioneering the path towards treatment of progression? CNS Drugs. 2022;36(10):1019-1030. 
    3. Absinta M, Lassmann H, Trapp BD. Mechanisms underlying progression in multiple sclerosis. Curr Opin Neurol. 2020;33(3):277-285. 
    4. Frisch ES, Pretzsch R, Weber MS. A milestone in multiple sclerosis therapy: monoclonal antibodies against CD20—yet progress continues. Neurotherapeutics. 2021;18(3):1602-1622. 
    5. Müller J, Cagol A, Lorscheider J, et al. Harmonizing definitions for progression independent of relapse activity in multiple sclerosis: a systematic review. JAMA Neurol. 2023;80(11):1232-1245. 
    6. Bayas A, Schuh K, Christ M. Self-assessment of people with relapsing-remitting and progressive multiple sclerosis towards burden of disease, progression, and treatment utilization—results of a large-scale cross-sectional online survey (MS Perspectives). Mult Scler Relat Disord. 2022;68:104166. doi:10.1016/j.msard.2022.104166 
    7. Kappos L, Wolinsky JS, Giovannoni G, et al. Contribution of relapse-independent progression vs relapse-associated worsening to overall confirmed disability accumulation in typical relapsing multiple sclerosis in a pooled analysis of 2 randomized clinical trials. JAMA Neurol. 2020;77(9):1132-1140. 
    8. Ingwersen J, Masanneck L, Pawlitzki M, et al. Real-world evidence of ocrelizumab-treated relapsing multiple sclerosis cohort shows changes in progression independent of relapse activity mirroring phase 3 trials. Sci Rep. 2023;13(1):15003. doi:10.1038/s41598-023-40940-w 
    9. Tur C, Carbonell-Mirabent P, Cobo-Calvo Á, et al. Association of early progression independent of relapse activity with long-term disability after a first demyelinating event in multiple sclerosis. JAMA Neurol. 2023;80(2):151-160. doi:10.1001/jamaneurol.2022.4655 
    10. Krieger SC, Antoine A, Sumowski JF. EDSS 0 is not normal: multiple sclerosis disease burden below the clinical threshold. Mult Scler. 2022;28(14):2299-2303. doi:10.1177/13524585221108297 
    11. Coret F, Pérez-Miralles FC, Gascón F, et al. Onset of secondary progressive multiple sclerosis is not influenced by current relapsing multiple sclerosis therapies. Mult Scler J Exp Transl Clin. 2018;4(2):2055217318783347. doi:10.1177/2055217318783347 
    12. Filippi M, Amato MP, Centonze D, et al. Early use of high-efficacy disease-modifying therapies makes the difference in people with multiple sclerosis: an expert opinion. J Neurol. 2022;269(10):5382-5394. 
    13. Giovannoni G. The neurodegenerative prodrome in multiple sclerosis. Lancet Neurol. 2017;16(6):413-414. 

     

  • Dois processos neuroinflamatórios concomitantes contribuem para o acúmulo de incapacidade na EM1-5

    Evidências cada vez mais consistentes sugerem que a neuroinflamação aguda e a neuroinflamação smoldering contribuem para o acúmulo de incapacidade desde o início da doença, sendo a última responsável por uma contribuição mais significativa.1-5

    Veja como ocorre a progressão

    A neuroinflamação aguda, impulsionada em parte por linfócitos B e T ativados provenientes da periferia, resulta em surtos, lesões agudas e piora associada a surtos (RAW).1,3,6

    A neuroinflamação smoldering, impulsionada principalmente pela microglia associada à doença encontrada no SNC, manifesta-se clinicamente como progressão independente da atividade de surto (PIRA).1,3,6

    A fisiopatologia da neuroinflamação aguda e smoldering8

    Historicamente, a EM tem sido considerada uma doença mediada por células imunes adaptativas provenientes da periferia, como linfócitos B e T. Atualmente, compreende-se que células do sistema imune inato presentes no SNC, especialmente a micróglia, podem desempenhar um papel fundamental na progressão da incapacidade.9

    A micróglia é um dos principais agentes da neuroinflamação smoldering no SNC, resultando no acúmulo de incapacidade9-12

    A micróglia está ativada na EM secundária progressiva (EMSP) e acredita-se que exerça papel significativo em impulsionar o acúmulo de incapacidade.13,14

    Micróglia carregadas de ferro circundam a borda da lesão dos PRLs* (lesões com anel paramagnético) e estão associadas ao acúmulo de incapacidade tanto na EMRR quanto na EMSP.15

    A perda sináptica mediada por micróglia tem sido relacionada à perda cognitiva.16-18

    *As PRLs são um tipo de lesão crônica ativa (CAL).

    A enzima tirosina quinase de Bruton (BTK) representa um novo e promissor foco de pesquisa6,19

    A BTK é vital para a ativação tanto das células B quanto da microglia na EM.6,19

    • Nos linfócitos B, a BTK estimula a proliferação, a produção de anticorpos e a secreção de citocinas6,19
    • Quando ativada, a BTK pode induzir a transição da micróglia do estado homeostático para o estado associado à doença6,19
    • A BTK é altamente expressa na micróglia presente nas lesões de pacientes com EM secundária progressiva (EMSP)6,19

    Mesmo nos estágios iniciais da EM a micróglia passa do estado homeostático para o estado associado à doença21

    A micróglia associada à doença contribui para a perda axonal, neurodegeneração, redução do volume cerebral e acúmulo de incapacidade a longo prazo.22,23

    Continue Explorando

    Compreenda o papel de cada processo

    Saiba mais sobre os mecanismos 

      Referências:

       

      1. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
      2. Giovannoni G. The neurodegenerative prodrome in multiple sclerosis. Lancet Neurol. 2017;16(6):413-414. 
      3. Häusser-Kinzel S, Weber MS. The role of B cells and antibodies in multiple sclerosis, neuromyelitis optica, and related disorders. Front Immunol. 2019;10:201. doi:10.3389/fimmu.2019.00201 
      4. Krieger SC, Antoine A, Sumowski JF. EDSS 0 is not normal: multiple sclerosis disease burden below the clinical threshold. Mult Scler. 2022;28(14):2299-2303. doi:10.1177/13524585221108297 
      5. Filippi M, Amato MP, Centonze D, et al. Early use of high-efficacy disease-modifying therapies makes the difference in people with multiple sclerosis: an expert opinion. J Neurol. 2022;269(10):5382-5394. 
      6. Frisch ES, Pretzsch R, Weber MS. A milestone in multiple sclerosis therapy: monoclonal antibodies against CD20—yet progress continues. Neurotherapeutics. 2021;18(3):1602-1622. 
      7. Gandhi R, Laroni A, Weiner HL. Role of the innate immune system in the pathogenesis of multiple sclerosis. J Neuroimmunol. 2010;221(1-2):7-14. 
      8. Reich DS, Lucchinetti CF, Calabresi PA. Multiple sclerosis. N Engl J Med. 2018;378(2):169-180. 
      9. Hernández-Pedro NY, Espinosa-Ramirez G, de la Cruz VP, Pineda B, Sotelo J. Initial immunopathogenesis of multiple sclerosis: innate immune response. Clin Dev Immunol. 2013;2013:413-465. doi:10.1155/2013/413465 
      10. Pilz G, Sakic I, Wipfler P, et al. Chemokine CXCL13 in serum, CSF and blood-CSF barrier function: evidence of compartment restriction. Fluids Barriers CNS. 2020;17(1):7. doi:10.1186/s12987-020-0170-5 
      11. Matejuk A, Ransohoff RM. Crosstalk between astrocytes and microglia: an overview. Front Immunol. 2020;11:1416. doi: 10.3389/ fimmu.2020.01416 
      12. Margoni M, Preziosa P, Filippi M, Rocca MA. Anti-CD20 therapies for multiple sclerosis: current status and future perspectives. J Neurol. 2022; 269(3):1316-1334. 
      13. Kamma E, Lasisi W, Libner C, Ng HS, Plemel JR. Central nervous system macrophages in progressive multiple sclerosis: relationship to neurodegeneration and therapeutics. J Neuroinflammation. 2022;19(1):45. doi:10.1186/s12974-022-02408-y 
      14. Gruber RC, Chretien N, Dufault MR, et al. Central effects of BTK inhibition in neuroinflammation. Presented at: AAN Annual Meeting; April 25-May 1, 2020; Toronto, Canada. 
      15. Absinta M, Sati P, Masuzzo F, et al. Association of chronic active multiple sclerosis lesions with disability in vivo. JAMA Neurol. 2019;76(12):1474-1483. 
      16. Friese MA. Widespread synaptic loss in multiple sclerosis. Brain. 2016;139(pt 1):2-4. 
      17. Jürgens T, Jafari M, Kreutzfeldt M, et al. Reconstruction of single cortical projection neurons reveals primary spine loss in multiple sclerosis. Brain. 2016;139(pt 1):39-46. 
      18. Werneburg S, Jung J, Kunjamma RB, et al. Targeted complement inhibition at synapses prevents microglial synaptic engulfment and synapse loss in demyelinating disease. Immunity. 2020;52(1):167-182. 
      19. Keaney J, Gasser J, Gillet G, Scholz D, Kadiu I. Inhibition of Bruton's Tyrosine Kinase modulates microglial phagocytosis: therapeutic implications for Alzheimer's disease. J Neuroimmune Pharmacol. 2019;14(3):448-461. 
      20. Hendriks RW. Drug discovery: new BTK inhibitor holds promise. Nat Chem Biol. 2011;7(1):4-5. 
      21. Guerrero BL, Sicotte NL. Microglia in multiple sclerosis: friend or foe? Front Immunol. 2020;11:374. doi:10.3389/ fimmu.2020.00374 
      22. Datta G, Colasanti A, Rabiner EA, et al. Neuroinflammation and its relationship to changes in brain volume and white matter lesions in multiple sclerosis. Brain. 2017;140(11):2927-2938. doi:10.1093/brain/awx228 
      23. Geladaris A, Häusler D, Weber MS. Microglia: the missing link to decipher and therapeutically control MS progression? Int J Mol Sci. 2021;22(7):3461. doi:10.3390/ ijms22073461 

       

  • A neuroinflamação smoldering ocorre desde o início da doença e contribui para o acúmulo de incapacidade1,2

    A contribuição relativa da neuroinflamação aguda e smoldering se altera à medida que os pacientes evoluem de EMRR para EMSP sem surtos.1,3

    Alterações biológicas na fase prodrômica da EM e a ativação da micróglia na síndrome clinicamente isolada (CIS)/síndrome radiologicamente isolada (RIS) demonstram que a neuroinflamação smoldering se inicia antes mesmo da primeira manifestação clínica ou da lesão aguda.1,2,4-8

    • Ao longo da evolução da EM a neuroinflamação aguda pode diminuir, mas a neuroinflamação smoldering permanece, mesmo na ausência de surtos e lesões agudas1
    • O acúmulo de incapacidade causado pela neuroinflamação smoldering pode ocorrer ao longo de todo o espectro da doença9

    EMSP sem surtos = esclerose múltipla secundária progressiva sem surtos; EMRR = esclerose múltipla remitente-recorrente.

    Com o aumento da contribuição da neuroinflamação smoldering para o acúmulo de incapacidade no curso da EM, são necessárias abordagens terapêuticas  específicas que atuem nesse processo em todo o espectro da doença, desde a EMRR até a EMSP sem surtos.9

    Saiba mais sobre o impacto

    Identifique as alterações físicas e cognitivas iniciais relacionadas ao acúmulo de incapacidade

    Explore os sinais 

      Referências:

       

      1. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
      2. Giovannoni G. The neurodegenerative prodrome in multiple sclerosis. Lancet Neurol. 2017;16(6):413-414. 
      3. Filippi M, Amato MP, Centonze D, et al. Early use of high-efficacy disease-modifying therapies makes the difference in people with multiple sclerosis: an expert opinion. J Neurol. 2022;269(10):5382-5394. 
      4. Absinta M, Lassmann H, Trapp BD. Mechanisms underlying progression in multiple sclerosis. Curr Opin Neurol. 2020;33(3):277-285. 
      5. Giannetti P, Politis M, Su P, et al. Increased PK11195-PET binding in normal-appearing white matter in clinically isolated syndrome. Brain. 2015;138(1):110-119. 
      6. Suthiphosuwan S, Sati P, Absinta M, et al. Paramagnetic rim sign in radiologically isolated syndrome. JAMA Neurol. 2020;77(5):653-655. doi:10.1001/jamaneurol.2020.0124 
      7. Bjornevik K, Munger KL, Cortese M, et al. Serum neurofilament light chain levels in patients with presymptomatic multiple sclerosis. JAMA Neurol. 2020;77(1):58-64. doi:10.1001/jamaneurol.2019.3238 
      8. Cortese M, Riise T, Bjørnevik K, et al. Preclinical disease activity in multiple sclerosis: a prospective study of cognitive performance prior to first symptom. Ann Neurol. 2016;80(4):616-624. doi:10.1002/ana.24769 
      9. Cree BAC, Hollenbach JA, Bove R, et al; University of California, San Francisco MS-Epic Team. Silent progression in disease activity-free relapsing multiple sclerosis. Ann Neurol. 2019;85(5):653-666.

       

  • O acúmulo de incapacidade pode ocorrer de forma gradual — por isso, é fundamental monitorá-lo de maneira proativa1

    Mesmo quando pacientes com EMRR aparentam estabilidade, a neuroinflamação smoldering segue causando danos.1,2

    Os danos decorrentes da neuroinflamação smoldering podem se acumular lentamente e se manifestar como alterações físicas e/ou cognitivas graduais ao longo de anos, antes do diagnóstico de EMSP sem surtos.1,2

    Os sintomas podem se desenvolver gradualmente, antes de se manifestarem como acúmulo de incapacidade clinicamente detectável.3,4

    Alterações físicas e cognitivas decorrentes de neuroinflamação smoldering podem se manifestar precocemente7-9

    Fadiga progressiva, déficits cognitivos e sintomas intestinais/urinários têm sido relatados como sinais iniciais de PIRA  em EMRR.7-9

    Embora os relatos dos pacientes sejam parte fundamental para detectar e reconhecer mudanças graduais na incapacidade, os pacientes podem ter dificuldade em perceber o surgimento gradual dos sintomas, relacionar sua incapacidade ao diagnóstico de EM e/ou descrever claramente seus sinais e sintomas.9

    Preocupações que seus pacientes podem relatar7:

    • Necessidade de interromper ou reduzir a prática de esportes como tênis, corrida, etc.
    • Dificuldade em realizar mais de uma tarefa ao mesmo tempo
    • Redução das atividades sociais
    • Diminuição da produtividade no trabalho ou dificuldade para desempenhar as atividades atuais em comparação ao período anterior

    Monitoramento do acúmulo de incapacidade

    O monitoramento de alterações nos sinais de incapacidade pode incluir:

    • Realização de avaliação basal, incluindo testes cognitivos9
    • Avaliação e reconhecimento das preocupações do paciente por meio de perguntas proativas e incentivo à comunicação aberta9
    • Uso regular de instrumentos de avaliação clínica na prática, como a caminhada cronometrada de 25 pés (T25-FW), o teste de nove pinos (9-HPT) e o Teste de Modalidades de Símbolos e Dígitos (SDMT)13,14
    • Reformular as conversas com os pacientes convidando-os a comparar suas capacidades atuais com um evento específico da vida ao longo de períodos mais longos (ex: aniversário, feriado)7

    Gerenciamento do acúmulo de incapacidade

    Intervenções não-farmacológicas podem auxiliar no controle do acúmulo de incapacidade do paciente e contribuir para a melhora da qualidade de vida:

    Físico

    Fisioterapia e reabilitação física, prática de exercícios e controle de peso, além de modificação da dieta15-18

    Cognitivo

    Terapia cognitiva e reabilitação, e abordagens baseadas em mindfulness16,19,20

    Social

    Apoio emocional e em grupo19

    É fundamental manter o monitoramento proativo do acúmulo de incapacidade ao longo da evolução da EM1

    Continue Explorando

    Conheça uma abordagem abrangente para o manejo da esclerose múltipla

    Descubra a ciência 

      Referências:

       

      1. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
      2. Katz Sand I, Krieger S, Farrell C, Miller AE. Diagnostic uncertainty during the transition to secondary progressive multiple sclerosis. Mult Scler. 2014;20(12):1654-1657. doi:10.1177/1352458514521517 
      3. Cree BAC, Hollenbach JA, Bove R, et al; University of California, San Francisco MS-Epic Team. Silent progression in disease activity-free relapsing multiple sclerosis. Ann Neurol. 2019;85(5):653-666. 
      4. Scalfari A. MS can be considered a primary progressive disease in all cases, but some patients have superimposed relapses - Yes. Mult Scler. 2021;27(7):1002-1004. 
      5. Inojosa H, Proschmann U, Akgün K, Ziemssen T. A focus on secondary progressive multiple sclerosis (SPMS): challenges in diagnosis and definition. J Neurol. 2021;268(4):1210-1221. 
      6. Macías Islas MÁ, Ciampi E. Assessment and impact of cognitive impairment in multiple sclerosis: an overview. Biomedicines. 2019;7(1):22. doi:10.3390/biomedicines7010022 
      7. Bayas A, Schuh K, Christ M. Self-assessment of people with relapsing-remitting and progressive multiple sclerosis towards burden of disease, progression, and treatment utilization—results of a large-scale cross-sectional online survey (MS Perspectives). Mult Scler Relat Disord. 2022;68:104166. doi:10.1016/j.msard.2022.104166 
      8. Portaccio E, Bellinvia A, Fonderico M, et al. Progression is independent of relapse activity in early multiple sclerosis: a real-life cohort study. Brain. 2022;145(8):2796-2805.   
      9. Lakin L, Davis BE, Binns CC, Currie KM, Rensel MR. Comprehensive approach to management of multiple sclerosis: addressing invisible symptoms—a narrative review. Neurol Ther. 2021;10(1):75-98. 
      10. Ziemssen T, Derfuss T, de Stefano N, et al. Optimizing treatment success in multiple sclerosis. J Neurol. 2016;263(6):1053-1065. 
      11. Halper J, Kennedy P, Miller CM, Morgante L, Namey M, Ross AP. Rethinking cognitive function in multiple sclerosis: a nursing perspective. J Neurosci Nurs. 2003;35(2):70-81. 
      12. Dillenseger A, Weidemann ML, Trentzsch K, et al. Digital biomarkers in multiple sclerosis. Brain Sci. 2021;11(11):1519. doi:10.3390/brainsci11111519 
      13. Koch MW, Mostert JP, Wolinsky JS, et al. Comparison of the EDSS, timed 25-foot walk, and the 9-hole peg test as clinical trial outcomes in relapsing-remitting multiple sclerosis. Neurology. 2021;97(16):e1560-e1570. doi:10.1212WNL.0000000000012690 
      14. Brochet B, Deloire MSA, Bonnet M, et al. Should SDMT substitute for PASAT in MSFC? A 5-year longitudinal study. Mult Scler. 2008;14(9):1242-1249. doi:10.1177/1352458508094398 
      15. Döring A, Pfueller CF, Paul F, Dörr J. Exercise in multiple sclerosis – an integral component of disease management. EPMA J. 2012;3(1):2. doi:10.1007/s13167-011-0136-4 
      16. Feinstein A, Amato MP, Brichetto G, et al. Study protocol: improving cognition in people with progressive multiple sclerosis: a multi-arm, randomized, blinded, sham-controlled trial of cognitive rehabilitation and aerobic exercise (COGEx). BMC Neurol. 2020;20(1):204. doi:10.1186/s12883-020-01772-7 
      17. Stampanoni Bassi M, Centonze D. Specific dietary interventions to tackle obesity should be a routine part of recommended MS care – Yes. Mult Scler. 2020;26(13):1627-1629. doi:10.1177/1352458520916701 
      18. Kheirouri S, Alizadeh M. Dietary inflammatory potential and the risk of neurodegenerative diseases in adults. Epidemiol Rev. 2019;41(1):109-120. doi:10.1093/epirev/mxz005 
      19. Gil-González I, Martín-Rodríguez A, Conrad R, Pérez-San-Gregorio MÁ. Quality of life in adults with multiple sclerosis: a systematic review. BMJ Open. 2020;10(11):e041249. doi:10.1136/bmjopen-2020-041249 
      20. Blankespoor RJ, Schellekens MPJ, Vos SH, Speckens AEM, de Jong BA. The effectiveness of mindfulness-based stress reduction on psychological distress and cognitive functioning in patients with multiple sclerosis: a pilot study. Mindfulness. 2017;8(5):1251-1258. doi:10.1007/s12671-017-0701-6

       

Você pode fazer parte da transformação do futuro da EM

O manejo ideal da EM envolve uma abordagem abrangente que contempla tanto a neuroinflamação aguda quanto a smoldering ao longo de toda a evolução da doença do paciente.1,2

Tanto a neuroinflamação aguda quanto a smoldering podem estar presentes desde o início da EM. Tratar os dois processos desde cedo pode ajudar a prevenir a progressão da doença e melhorar os resultados de incapacidade a longo prazo.1,3,4

Como ocorre exclusivamente no SNC, a neuroinflamação smoldering tem sido uma necessidade não atendida devido à ausência de tratamentos que atuem diretamente sobre a micróglia associada à doença e atravessem a barreira hematoencefálica.1,7,8

Atravessar a barreira hematoencefálica
  

Alvo terapêutico: micróglia associada à doença

Uma forma de atuar na neuroinflamação smoldering é atravessar a barreira hematoencefálica e agir diretamente sobre a micróglia para reduzir processos neuroinflamatórios e neurodegenerativos.8

Considerando a necessidade não atendida relevante de abordar de forma eficaz o acúmulo de incapacidade, a próxima geração de DMTs deve atuar sobre o principal fator de acúmulo de incapacidade: a neuroinflamação smoldering.1,9,10

    Referências:

    1. Giovannoni G, Popescu V, Wuerfel J, et al. Smouldering multiple sclerosis: the ‘real MS’. Ther Adv Neurol Disord. 2022;15:17562864211066751. doi:10.1177/17562864211066751 
    2. Cree BAC, Hollenbach JA, Bove R, et al; University of California, San Francisco MS-Epic Team. Silent progression in disease activity-free relapsing multiple sclerosis. Ann Neurol. 2019;85(5):653-666. 
    3. Simpson A, Mowry EM, Newsome SD. Early aggressive treatment approaches for multiple sclerosis. Curr Treat Options Neurol. 2021;23:19. doi:10.1007/s11940-021-00677-1 
    4. Scalfari A. MS can be considered a primary progressive disease in all cases, but some patients have superimposed relapses - Yes. Mult Scler. 2021;27(7):1002-1004. 
    5. Yong VW. Microglia in multiple sclerosis: protectors turn destroyers. Neuron. 2022;110(21):3534-3548. 
    6. Kuhlmann T, Moccia M, Coetzee T, et al. Multiple sclerosis progression: time for a new mechanism-driven framework. Lancet Neurol. 2023;22(1):78-88. 
    7. Häusser-Kinzel S, Weber MS. The role of B cells and antibodies in multiple sclerosis, neuromyelitis optica, and related disorders. Front Immunol. 2019;10:201. doi:10.3389/fimmu.2019.00201 
    8. Correale J, Halfon MJ, Jack D, Rubstein A, Villa A. Acting centrally or peripherally: a renewed interest in the central nervous system penetration of disease-modifying drugs in multiple sclerosis. Mult Scler Relat Disord. 2021;56:103264. doi:10.1016/j.msard.2021.103264 
    9. Geladaris A, Torke S, Weber MS. Bruton’s Tyrosine Kinase inhibitors in multiple sclerosis: pioneering the path towards treatment of progression? CNS Drugs. 2022;36(10):1019-1030. 
    10. Absinta M, Lassmann H, Trapp BD. Mechanisms underlying progression in multiple sclerosis. Curr Opin Neurol. 2020;33(3):277-285.

     

Compartilhar