O fluxo de diagnóstico para doença de Fabry pode ser determinado por diferentes estratégias, que precisam levar em consideração o sexo do indivíduo investigado, justamente por se tratar de uma doença genética ligada ao cromossomo sexual X.1 Assim, apresentaremos os dois fluxos de diagnósticos atualmente aplicados para Fabry, tanto em homens quanto em mulheres.

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Fabry: Fluxo de diagnóstico e monitoramento em mulheres
O fluxo de diagnóstico para mulheres com suspeita clínica para doença de Fabry (ou em populações de risco), se inicia diretamente com o sequenciamento do GLA, gene responsável pela produção da enzima alfa-galactosidase A.1 A presença de variantes genéticas consideradas patogênicas/provavelmente patogênicas, confirma o diagnóstico molecular de Fabry, e essas pacientes devem continuar o aprofundamento da investigação, sendo automaticamente encaminhadas para a dosagem do biomarcador Lyso-Gb3.

A dosagem do biomarcador Lyso-Gb3 tem o papel de auxiliar a jornada diagnóstica e o monitoramento de progressão da doença de Fabry na paciente, uma vez que níveis altos de Lyso-Gb3 estão diretamente relacionados ao grau de severidade da doença e ao surgimento dos sinais e sintomas, com maior especificidade do que a observada com a dosagem de GL3 (Gb3).3 Nesses casos, a dosagem de Lyso-Gb3 é realizada com a mesma amostra de papel filtro utilizada no sequenciamento do gene.

Para os casos em que forem identificadas essas variantes patogênicas/ provavelmente patogênicas, é também recomendada a investigação familiar,pois os demais familiares podem estar em risco de possuir a variante genética e manifestar a doença de Fabry. A triagem familiar é uma das formas mais importantes de diagnóstico de pacientes em estágios iniciais da doença, pois por meio da identificação de um caso índice, podem ser encontrados de 5 a 15 familiares afetados.4,5 Para esses casos, existe também o serviço de Consultoria de Triagem Familiar, que pode auxiliar o médico assistente na investigação familiar.

A presença de variantes de significado incerto (VUS) não pode ser considerada suficiente para confirmar o diagnóstico molecular da doença de Fabry, sendo necessário um aprofundamento na investigação clínica, bioquímica e histopatológica.Quando a dosagem do Lyso-Gb3 estiver dentro do valor de referência, é recomendado o monitoramento deste biomarcador anualmente e acompanhamento desses pacientes para avaliação de surgimento de sinais e sintomas. Quando solicitado pelo médico assistente, o Programa Rare poderá alertá-lo sobre a próxima coleta de Lyso-Gb3 ao completar um ano da primeira dosagem (Lembrete Rare).

Já para os casos em que o resultado da dosagem de Lyso-Gb3 está acima do valor de referência, trata-se de um indicativo de acúmulo de Gb3 e possível progressão da doença de Fabry, uma vez que níveis altos de Lyso-Gb3 estão diretamente relacionados com o grau de severidade da doença e ao surgimento dos sinais e sintomas, com maior especificidade do que a observada com a dosagem de GL3 (Gb3).3 Para esses casos, é também recomendada a investigação familiar, pois os demais familiares podem estar em risco de possuir a variante genética e manifestar a doença de Fabry. Nesses casos, a triagem familiar também é uma das formas mais importantes de diagnóstico de pacientes em estágios iniciais da doença, e o Programa Rare pode auxiliar o médico assistente nessa investigação, com o serviço de Consultoria de Triagem Familiar.

As informações de outros possíveis casos na família, assim como a investigação mais aprofundada de sinais e sintomas da doença de Fabry, pode auxiliar na determinação do impacto dessa variante considerada VUS, podendo contribuir para a reclassificação da variante genética em questão.

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Fabry: Fluxo de diagnóstico e monitoramento em homens
O fluxo diagnóstico para homens com suspeita clínica, ou em populações de risco para doença de Fabry, se inicia com a dosagem enzimática de alfagalactosidase. Os homens que obtiverem o resultado da dosagem enzimática considerado dentro do valor de referência não continuarão no fluxo diagnóstico, sendo considerado o FIM da investigação para Fabry. Já os homens que obtiverem o resultado da dosagem enzimática considerado abaixo do valor de referência continuarão no fluxo diagnóstico, sendo encaminhados para o sequenciamento do GLA, gene responsável pela produção da enzima alfa-galactosidase A.

A presença de variantes genéticas consideradas patogênicas/ provavelmente patogênicas, confirma o diagnóstico molecular da doença de Fabry, e esses pacientes são automaticamente encaminhadas para a dosagem do biomarcador Lyso-Gb3. A dosagem do biomarcador Lyso-Gb3 tem o papel de auxiliar a jornada diagnóstica e o monitoramento de progressão da doença de Fabry no paciente, uma vez que níveis altos de Lyso-Gb3 estão diretamente relacionados ao grau de severidade da doença e ao surgimento dos sinais e sintomas da doença de Fabry com uma especificidade maior do que observada com a dosagem de GL3 (Gb3). Nestes casos, a dosagem de Lyso- Gb3 é realizada com a mesma amostra de papel filtro utilizada na dosagem enzimática e no sequenciamento do gene.

Para os casos em que forem identificadas essas variantes patogênicas/ provavelmente patogênicas, é também recomendada a investigação familiar, pois os demais familiares podem estar em risco de possuir a variante genética e manifestar a doença de Fabry. A triagem familiar é uma das formas mais importantes de diagnóstico de pacientes em estágios iniciais da doença, pois por meio da identificação de um caso índice, podem ser encontrados de 5 a 15 familiares afetados.4,5 Para estes casos, existe também o serviço de Consultoria de Triagem Familiar, que pode auxiliar o médico assistente na investigação familiar.

Já a presença de Variantes de Significado Incerto (VUS) não pode ser considerada suficiente para confirmar o diagnóstico molecular da doença de Fabry, sendo necessário um aprofundamento na investigação clínica, bioquímica e histopatológica.6 Quando a dosagem de Lyso-Gb3 estiver dentro do valor de referência, é recomendado o monitoramento deste biomarcador anualmente e acompanhamento dessespacientes para avaliação de surgimento de sinais e sintomas. Quando solicitado pelo médico assistente, o Programa Rare poderá alertá-lo sobre a próxima coleta de Lyso-Gb3 ao completar um ano da primeira dosagem (Lembrete Rare).

Para os casos em que o resultado da dosagem de Lyso-Gb3 estiver acima do valor de referência, trata-se de um indicativo de acúmulo de Gb3 e possível progressão da doença de Fabry, uma vez que níveis altos de Lyso-Gb3 estão diretamente relacionados ao grau de severidade da doença e ao surgimento dos sintomas, com maior especificidade do que a observada com a dosagem de GL3 (Gb3). Nesses casos, a triagem familiar também é uma das formas mais importantes de diagnóstico de pacientes em estágios iniciais da doença, e o Programa Rare pode auxiliar o médico assistente nessa investigação, com o serviço de Consultoria de Triagem Familiar.

As informações de outros possíveis casos na família, assim como a investigação mais aprofundada de sintomas da doença de Fabry, podem auxiliar na determinação do impacto dessa variante considerada VUS, contribuindo para a reclassificação da variante genética em questão.  Veja no vídeo abaixo como a construção de heredograma pode auxiliar na triagem de uma família a partir da identificação de um paciente índice:
Saiba também como realizar coleta por Dry Blood Spot (DBS). Com uma mesma amostra, é possível dosar atividade enzimática da alfa-galactosidase, realizar o sequenciamento do gene GLA e ainda quantificar o biomarcador Lyso-Gb3 no sangue.
 
No vídeo, confira a importância de dosar o biomarcador Lyso-Gb3 para doença de Fabry, podendo ser utilizado como parte do aprofundamento da jornada de diagnóstico, acompanhamento e monitoramento do paciente em tratamento:
E conheça ainda as diferentes classificações de mutação no gene GLA e consequências para doença de Fabry.