Até dezembro de 2000, as vacinas disponíveis pelo SUS nos postos de saúde eram a penta de células inteiras (DTPw/Hib/HepB) as vacinas DTP acelular, Hib (Haemophilus influenzae tipo b), hepatite B e VIP (Pólio Inativada). Todas eram feitas em aplicações separadas pelo Centro de Referências para Imunobiológicos Especiais (CRIE).
Em janeiro de 2021, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, publicou o Informe Técnico para implantação das vacinas pentavalente acelular (DTPa/Hib/VIP) e hexavalente acelular (DTPa/Hib/VIP/HepB) para uso no CRIE, com a missão de melhorar a vacinação das crianças.1
Para isso, é preciso atender alguns requisitos. São eles:

Critérios de liberação (até 6 anos, 11 meses e 29 dias):1

1. Após reação as vacinas penta ou DTP: 1
a. Convulsão nas primeiras 72 horas após a vacinação;1
b. Síndrome hipotônico-hiporresponsiva (quando há sintomas de palidez ou irritabilidade, por exemplo) nas primeiras 48 horas após a vacinação.1

2. Para crianças com maior de reação as vacinas Penta de células inteiras ou DTP:1
a. Doença convulsiva crônica;1
b. Cardiopatias ou pneumopatias crônicas;1
c. Doenças neurológicas crônicas incapacitantes;1
d. Recém-nascido que permaneça internado na unidade neonatal por ocasião da idade de vacinação;1
e. Recém-nascido prematuro extremo (menor de 1.000 g ou 31 semanas de gestação).1

3. Preferencialmente, nas seguintes situações de imunodepressão:1
a. Pacientes com neoplasias (tumores) e/ou que necessitem de tratamento imunossupressor;1
b. Pacientes com doenças imunomediadas (também conhecidas como autoimunes) em tratamento imunossupressor;1
c. Transplantados de órgãos sólidos e células-tronco hematopoiéticas.1

No esquema vacinal é recomendado a aplicação da penta ou hexa acelular aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 15 meses, podendo ser utilizado intervalo mínimo de 30 dias entre as doses 1 e 2, ou entre as doses 2 e 3, e de 6 meses entre a dose 3 e reforço 1. Aos 4 anos, o paciente recebe o segundo reforço com DTPa.1

A vacinação pode ser realizada com o bebê ainda internado,seja em hospital público ou privado. Para isso, basta a equipe entrar em contato com o CRIE ou Coordenação Municipal de Imunização, enviando laudo médico com critério de liberação e solicitação de vacinas, que deve continuar após a alta hospitalar da criança.2


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